Falou e disse

Falou e disse 

Falta de conhecimento, imbecilidade ou defensor de um político qualquer a mando dele. Só pode, não tem outra explicação para tanta bobagem e bate-bocas aleatórios, vistos no dia a dia na internet, em especial nos grupos de WhatsApp. Em ano político, então, é inacreditável. Umberto Eco estava certíssimo quando disse que o crescimento acelerado da internet, com  a participação de tanta gente especialista em algum assunto, mais até do que os profissionais, geraria uma falange de imbecis. E ele estava certíssimo. Afinal, não por acaso, é considerado dono de uma das mentes mais brilhantes do mundo.

Idiota promovido 

Eco era realmente diferenciado. A forma com que conseguia apontar e dissecar sobre assuntos em escala planetária é inigualável. Quando abria a boca em entrevista, por exemplo, temas invisíveis aos leitores ou espectadores afloravam com uma força e uma clareza que parecia um assunto corriqueiro. Vendo tanta bobagem disseminada nas redes sociais, ele não se aquietou e mandou ver: “As mídias sociais deram o direito à fala a legiões de imbecis que, anteriormente, falavam só no bar, depois de uma taça de vinho, sem causar dano à coletividade. Diziam imediatamente a eles para calar a boca, enquanto agora eles têm o mesmo direito à fala que um ganhador do Prêmio Nobel. O drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade”. É exatamente o que se vive hoje e pior: com tendência a se agravar ainda mais. 

Trio montado

Como a coluna destacou na última terça-feira, o cenário político em Divinópolis está se desenhando. Aos poucos vão surgindo novos nomes e outros são confirmados. Que os irmãos Cleitinho Azevedo (CDN) e Eduardo Azevedo (PSC) seriam candidatos a cargos maiores não é novidade. Agora, que eles formariam um trio na corrida, junto ao vereador  Eduardo Espino (PSL), é. Fonte fidedigna garante que Eduardo disputará uma vaga na Assembleia Legislativa, Espino na Câmara Federal e Cleitinho no Senado. E até já existe em andamento um grupo de trabalho para que os três possam rodar Minas Gerais na caça ao votos. Bom,  se nada mudar, o trio está formado, só não se sabe e ainda é cedo para dizer se fará sucesso como o Parada Dura.

Troca-troca 

 Em ano eleitoral, tudo é possível, isso é fato. Afinal, é assim que se conquista o eleitor, boa parte acostumada ao troca-troca neste período. Nesse sentido, o projeto de lei que legaliza os jogos no Brasil, como cassinos, bingos e jogo do bicho, deve ser votado na Câmara dos Deputados hoje. A proposta também abre a possibilidade de estados explorarem jogos lotéricos. A  proposta é discutida em Plenário ‒ assim, os parlamentares ainda podem apresentar emendas para modificar o texto aprovado na comissão especial. Um relator vai proferir um parecer sobre as possíveis emendas — o que deve ocorrer, visto que aparecer é o ofício número 1 dos políticos. A partir daí, terá início a votação da matéria. Não se espante se for aprovada. Basta se fazer uma soma da quantidade de viciados nesses jogos no Brasil e de muitos que estão por trás desses interesses para se  chegar a uma conclusão.

Fora de controle 

A situação para o governo de Minas começa a ficar preocupante, em especial por se tratar de ano eleitoral. Depois das forças de segurança e Educação, agora são os servidores do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg). Parte da categoria anunciou, após assembleia ontem, paralisação das atividades a partir de 8 de março, exatamente o dia em que os educadores ameaçam cruzar os braços em protesto. As reivindicações costumam ser praticamente as mesmas: melhorias salariais e de condições de trabalho. No entanto, a exemplo da Segurança e Educação, a principal bandeira do movimento no Ipsemg é a recomposição salarial. Romeu Zema (Novo) segue às turras tentando, pelo menos, amenizar a situação. Tanto que cancelou toda a agenda de viagens ao interior mineiro. O chefe do Executivo não quer se arriscar com algo tão grave que pode comprometer sua reeleição, principalmente, por, até então, ser o favorito dos eleitores, como pré-candidato. E precisa agir rápido, visto que tem gente demais por trás dos movimentos insuflando os atos, exatamente por se tratar de ano eleitoral. 

 

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