Estudo revela alto risco de epidemia de dengue em Divinópolis

Maior perigo est√° localizado nas regi√Ķes Nordeste, Norte e Central

Da Redação
 
Divinópolis pode viver uma nova epidemia de dengue. Ao menos é o que indica um estudo feito pela Prefeitura divulgado na tarde de ontem. O Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) cobriu o período de 17 a 21 de janeiro. 4.816 imóveis foram analisados.
 
Resultados
 
De acordo com a Prefeitura, o indicador do estudo foi de 8,1%.
 
— Considerando o LIRAa anterior, realizado pela Diretoria de Vigilância em Saúde Ambiental de 18 a 22 de outubro, a taxa de infestação era de 4,6%, o índice atual avançou 76% — informou a Prefeitura em nota.

Segundo o parâmetro técnico do Ministério da Saúde, é considerado baixo risco de epidemia quando atinge o índice atinge até 0,9 %, nédia situação de alerta quando se encontra no intervalo de 1% a 3,9 % e indica alto risco de epidemia quando é igual ou superior a 4%.

— Diante do resultado apresentado, a Prefeitura de Divinópolis, através da Secretaria Municipal de Saúde - Vigilância em Saúde, traça um planejamento com ampla divulgação do plano de ação para prevenção e intervenção para enfrentamento da dengue — pontuou.

Focos e Regiões

Ainda de acordo com a Prefeitura, 167 bairros foram pesquisados na cidade. 91% dos focos foram encontrados em residências; o restante (9%), em lotes vagos. Entre as propriedades analisadas pelos agentes de saúde, 391 imóveis com focos foram encontrados.

Das seis regiões de Divinópolis, todas se encontram em alto risco de epidemia. O maior risco confirmou-se na região Nordeste com 13,6%; seguida pela Norte com 10,5%, Central com 9,5%, e Sudeste com 8,3%.

— A maioria dos focos foi eliminada pelos agentes de saúde durante a vistoria. Os reservatórios foram tratados com larvicida e serão notificados pela fiscalização de Vigilância Ambiental. Além da vistoria, a Semusa realiza tratamento com fumacê em áreas com altos níveis de infestação — ressaltou o Executivo.

Prevenção

O Aedes aegypti tem ciclo de vida de sete a dez dias e compreende quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto.
 
— A Vigilância Ambiental enfatiza que a população deve contribuir para a eliminação de possíveis criadouros: 10 minutos por semana são suficientes para que o morador caminhe pelo quintal observando bebedouros de animais, utensílios para plantas em vasos, reservatórios de água, pneus, ralos e outros recipientes onde água se acumule — concluiu.
 
 
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