Era esperado

Era esperado 

Não é de hoje que parte dos eleitores anda insatisfeita com os políticos seja em qual esfera for. É o que comprova pesquisa divulgada pelo Datafolha, ontem, apontando que 41% dos brasileiros reprovam a atuação do Congresso Nacional e apenas 10% aprovam – o menor índice da atual legislatura, que começou em 2019. Conforme o instituto, a reprovação é medida pelo percentual dos que consideram a atuação ruim ou péssima; a aprovação, pelos que a consideram ótima ou boa. Apesar de, infelizmente, a maioria da população ainda não se importar com política e escolher seus representantes de forma equivocada, tem muita gente consciente e enxerga o óbvio de quem se aproveita do cargo para obter vantagens.

Ano 2

O primeiro ano da nova legislatura da Câmara se aproxima do fim. As reuniões ordinárias já se encerraram. Com a instauração do período de recesso parlamentar, que termina no início de fevereiro, os vereadores voltam ao Plenário apenas em caso de convocação, por parte da Mesa Diretora, de reunião extraordinária, sem discursos e com apenas votação de projetos de urgência. Eles continuam, no entanto, com o trabalho de fiscalização e de gabinete, como protocolar projetos e enviar ofícios ao Executivo. Na página 3 desta edição, você confere um balanço com o número de projetos apresentados por cada vereador. Importante ressaltar que o levantamento é quantitativo, e não qualitativo. Dentro do Legislativo, é fundamental apresentar proposições de interesse público, claras e objetivas, e práticas. Como vários parlamentares apontaram neste ano, várias leis sugeridas já existem, apenas não são cumpridas, seja qual for a justificativa, como falta de recursos humanos. Além da fiscalização de buracos e empresas, é preciso garantir o cumprimento das legislações ativas.

Ficou para 2022

No âmbito burocrático e do diálogo é inegável: houve avanço. Mas, novamente, o sonho será adiado em mais um ano. Falo do Hospital Regional Divino Espírito Santo. Apesar do acordo financeiro com a Vale, a obra será parada e sem data definitiva para retomada. O próximo ano, de eleição para governador, pode forçar Romeu Zema (Novo) a fortalecer sua campanha com a conclusão da unidade e tantas outras que seguem paradas. Pode até sair, mas demorou – e muito. Especialmente durante o período de auge da pandemia, o HR teria sido de grande valia para o combate da doença. 

Variante avança

Em uma semana, o Brasil já tem 27 casos confirmados de variante ômicron. Segundo o Ministério da Saúde, o balanço é o seguinte: São Paulo (16), Minas Gerais (3), Goiás (4), Distrito Federal (2), Rio Grande do Sul (1) e no Rio de Janeiro (1). Há, ainda, sete casos em investigação, sendo dois em Goiás e cinco em Minas Gerais. Se a expectativa era começar 2022 mais próximo da normalidade, o desejo terá que ser substituído pela preocupação. A desobrigação do uso de máscara em locais públicos e abertos, prevista para ser autorizada ainda neste fim de ano no estado, não se concretizou. A disseminação da nova variante, com seu potencial ainda desconhecido, forçou os governos estaduais a recuarem das medidas mais flexíveis, em claro sinal de preocupação. Com a proximidade das festas de fim de ano, Natal e Réveillon, a recomendação segue a de respeito às normas básicas de prevenção, especialmente em ambientes com pessoas acima de 60 anos, mais vulneráveis à doença. Pratos, copos e talheres também não devem ser compartilhados. Sempre que possível, higienize as mãos. Cabe a nós parte da responsabilidade de evitar que comecemos o próximo ano vivendo um novo pesadelo. 

 

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