Entender o tempo de tudo, uma cultura difícil de praticar

 

O seu tempo não tem a mesma medida, valor e conteúdo que o tempo dos outros. É impossível querer equiparar, nivelar ou mesmo comparar o significado de tempo para todos nós. 

Antes de tudo, precisamos entender o que é realmente a definição de tempo. O tempo é uma questão fundamental para a nossa existência. Os primeiros habitantes da terra determinaram a contagem desse item por meio dos fenômenos naturais. As primeiras referências de contagem do tempo estipulavam que o dia e a noite, as fases da lua, a posição de outros astros, a variação das marés ou o crescimento das colheitas pudessem metrificar o quanto de tempo se passou. 

Não sendo apenas baseada em uma percepção da realidade material, a forma com a qual o homem conta o tempo também pode ser visivelmente influenciada pela maneira com que a vida é compreendida. Em algumas civilizações, a ideia de que houve um início em que o mundo e o tempo se conceberam juntamente vem seguida pela terrível expectativa de que, algum dia, esses dois itens alcancem seu fim. Já outros povos entendem que o início e o fim dos tempos se repetem por meio de uma compreensão cíclica da existência.

E você já qualificou, quantificou, precificou ou deu um valor determinado ao seu tempo? Alguns valorizam mais, notam cada dia, cada hora, cada momento vivido, organizando de forma a aproveitá-lo ao máximo, das mais diversas formas possíveis; outros nem o percebem  passar, mas mesmo assim aproveitam. 

O tempo é o contínuo e indefinido progresso da existência, transformando eventos em passado. O presente é considerado o agora, tempo que as percepções são relatadas. A percepção do tempo difere dos outros sentidos, já que, diferente do tato, da audição, da visão, do paladar e do olfato, o tempo não pode ser percebido diretamente. Assim, ele deve ser construído de outra forma no nosso cérebro. Sabe-se que o julgamento e a percepção do tempo envolvem diferentes partes do cérebro em um sistema altamente distribuído e que o córtex cerebral, o cerebelo e os gânglios da base estão todos envolvidos até certo ponto.

Em resumo: não sabemos como percebemos o tempo e nossa percepção é bem limitada.

Uma coisa é certa, o nosso tempo é curto e tem prazo de validade. Aproveitá-lo com as pessoas certas, as coisas certas, os momentos certos e, principalmente, da maneira certa é o objetivo que teoricamente todos anseiam, mas concretizar isso é outra história. 

 

Alguns trechos de frases a respeito do tema abordado

 

“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,

a que se deu o nome de ano,

foi um indivíduo genial.

 

Industrializou a esperança,

fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

 

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar

e entregar os pontos.

 

Aí entra o milagre da renovação

e tudo começa outra vez, com outro número

e outra vontade de acreditar

que daqui para diante tudo vai ser diferente.

 

Para você, desejo o sonho realizado,

o amor esperado,

a esperança renovada.

 

Para você, desejo todas as cores desta vida,

todas as alegrias que puder sorrir,

todas as músicas que puder emocionar.

 

Para você, neste novo ano,

desejo que os amigos sejam mais cúmplices,

que sua família seja mais unida,

que sua vida seja mais bem vivida.

 

Gostaria de lhe desejar tantas coisas…

Mas nada seria suficiente…

 

Então desejo apenas que você tenha muitos desejos,

desejos grandes.

 

E que eles possam mover você a cada minuto

ao rumo da sua felicidade.”

(Carlos Drummond de Andrade)

 

O tropeço

Um advento

O barulho

Um Tormento

O amor

Um sentimento

A Dor

Cura-se com o tempo

(Welber Tonhá)

 

Neste exato momento do dia vinte de julho

de mil novecentos e setenta e seis,

o céu é bruma, está frio, estou feia,

acabo de receber um beijo pelo correio.

Quarenta anos: não quero faca nem queijo.

Quero a fome. 

(Adélia Prado)

 

A saudade é o que faz as coisas pararem no tempo.

(Mario Quintana)

 

O passado e o futuro parecem-nos sempre melhores; o presente, sempre pior. (William Shakespeare)

 

Às vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais! 

(Bob Marley)

 

Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia. (Vinícius de Moraes)

 

Quem mata o tempo não é um assassino. É um suicida.

(Millôr Fernandes)



Continuamos a falar um pouco sobre os prefeitos na história de nossa cidade. Agradeço o acesso a essa pesquisa ao amigo Marcos Crispim do Arquivo Público de Divinópolis.

 

Eles Conduziram Divinópolis (Cronologia / Biografia)

- 8ª. Gestão - José Maria Teixeira Botelho - (18/05/1927 A 03/12/1930). Vice: Jovelino Rabello Costa

Foi industrial. Natural de Bom Sucesso. Filho de Vicente Teixeira Botelho e

Leopoldina Melo Botelho. Casado com Aurora Pires Botelho. Eleito vereador

em 15/11/1926 (líder da Aliança Liberal) e empossado em 17/05/1927; mandato até 03/12/1930.

Principais realizações: Construção de estradas vicinais, escola normal e 14 escolas rurais. Fundou em Janeiro/1930 a Liga Anti-intervencionista, que presidiu. Lei 4.501/99, denomina José Maria Botelho a rua no bairro Jardim

real.

 

Tem pauta para sobre a cultura? Envie para [email protected]

Welber Tonhá e Silva 

Imortal da Academia Divinopolitana de Letras, cadeira nº 09

Historiador, escritor, pesquisador, fotógrafo e fazedor cultural.

Instagram: @welbertonha

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