Enfim

Enfim

Após adiar por três vezes, finalmente a Câmara votou ontem o parecer da comissão que analisou as denúncias contra o vereador Diego Espino (PSC). Por 14 votos a 0, os vereadores ratificaram o que já estava no documento.  Com a confirmação, segue contra Espino na Casa somente a denúncia de constrangimento contra o assessor do denunciante, Flávio Marra (Patriota). Esta, a mais recente. Ainda não existe prazo para a avaliação. Desta, especialista da área afirma que o vereador se sairá ainda melhor do que as cinco anteriores, visto que ele fazia apenas seu papel de fiscalizador. Para quem já sabia como as apurações iriam terminar, ok. Para outros que aguardavam o desfecho, está aí o resultado.

Aprovado 

Outro assunto encerrado ontem na reunião foi a aprovação das contas municipais do ex-prefeito Aristides Salgado. A recomendação foi do Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE/MG), após quase 40 anos em análise. O ano era 1983. A proposta teve sua votação adiada na última terça, após pedido de vista do vereador Israel da Farmácia (PDT). O Tribunal de Contas investigava possíveis irregularidades na execução financeira daquele ano. No entanto, o órgão disse que a dificuldade de reabrir a investigação e o prazo tão longo gerou prescrição, inviabilizando nova análise. E pediu urgência – no entanto, alguns vereadores ficaram com o pé atrás, talvez por não terem se inteirado do assunto, e o projeto ficou prejudicado. E ainda com o prazo estendido para análise, mantiveram a posição, tanto que a proposição foi aprovada por 9 a 3. Ainda bem que passou. Imagine se adia de novo, como foi o caso das denúncias contra Espino? Ninguém merece! 

Tarda, mas não falta

Se tem um ditado que “é batata”, é esse. Pode demorar, mas a conta um dia chega e, nesses casos, milionária. Trinta anos depois de praticar de um crime bárbaro em Iguatama, a polícia prendeu Valderico Bernardes, de 63 anos, condenado a mais de 73 anos por ter estuprado duas irmãs e matado uma delas. Foragido, estava em Goiás numa boa, em uma nova vida. No entanto, durou apenas até ontem, quando foi preso após a Polícia Militar de Minas Gerais informar seu paradeiro à polícia de Goiás. Além dele, dois comparsas participaram do crime, que ficou conhecido na época como o “Caso das Irmãs de Bambuí”. Após o estupro, eles amarraram as irmãs com arame farpado e as jogaram no rio São Francisco. Uma morreu e a outra conseguiu sobreviver, resgatada por um pescador. A história teve ampla comoção em toda a região e na imprensa à época e, finalmente, o criminoso deve arcar com seu ato repugnante.  

Entenda o caso

Além de Valderico, dois comparsas tiveram participação no crime. Além desse, duas semanas antes do “Caso das Irmãs de Bambuí”, os homens ainda tinham estuprado uma adolescente de apenas 13 anos, em outro crime bárbaro. Todos foram condenados na época, mas Valderico conseguiu fugir da cadeia de Arcos e ficou foragido durante décadas, mesmo condenado a 73 anos de prisão. Agora, se a irmã que escapou da morte ainda estiver viva, certamente sentirá um pouco de alívio. Tomara. 

Cárcere privado

E não somente naquela época, mas os crimes cruéis não dão trégua. Também nesta quarta-feira, uma jovem, de 21 anos, foi resgatada após ser agredida e mantida em cárcere privado, juntamente com os dois filhos, pelo companheiro, de 29, em Perdigão. Os três foram socorridos após denúncia de que uma mulher era mantida presa dentro de um apartamento ter chegado à Polícia Militar (PM). No local, a vítima confirmou o ocorrido aos policiais. Além de ser trancada no apartamento, ela foi agredida pelo companheiro anteriormente e teve seu telefone quebrado para não ligar para os seus familiares. Durante a ocorrência, o homem chegou ao imóvel e foi preso pelo crime de cárcere privado. Ainda bem. A torcida é para que fique preso, o que é difícil com a frouxidão e brechas das leis brasileiras. Ao contrário, o risco para ela é ainda maior, como acontece todos os dias país afora. Até quando? a

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