Enfim, a pandemia acabou?

Verônica Suênia 

Enfim, a pandemia acabou?

Depois de quase dois anos de isolamento, distanciamento, uso de máscara e álcool em gel, eventos cancelados, sonhos adiados, medos, perdas e tantas situações com as quais a pandemia nos fez aprender e enfrentar, muita gente ficou animada acreditando que agora é hora de voltar ao normal, e que esse Natal seria de grandes confraternizações.

De fato, a chegada da vacina é, sem dúvidas, um dos motivos que nos apontam para um retorno à normalidade, trouxe mais esperança e confiança, embora existam algumas pessoas ainda resistentes à imunização. 

Quantos de nós perdemos familiares, amigos, conhecidos, quantas vítimas repentinas que nunca imaginariam que sua vida chegaria ao fim por causa do coronavírus. Quantos filhos ficaram órfãos, quantos pais perderam filhos no auge da juventude. São dores que não podem ser esquecidas ou ignoradas. 

E quantos passaram por maus bocados até superarem a doença? Quantos relacionamentos abalados ou fortalecidos devido à intensidade da convivência; crianças que precisaram aprender tudo em casa, inclusive estudar a distância, brincar sozinhas e viver longe de realidades que eram tão comuns. Os adultos que se superaram, conciliando muitas tarefas domésticas com as responsabilidades profissionais, que deixaram de ser trabalhos externos. Não foi fácil lidar com esse período tão longo e tão tenso, que ninguém imaginava viver. Quantos hábitos novos descobrimos!

Nesse período, também podemos observar o quanto aumentou a busca de espiritualidade, a fé foi despertada em muitos corações e se fez mais presente e necessária. Muitas pessoas foram curadas depois de fortes experiências de oração, vimos verdadeiros milagres. 

E, depois dessa fase mais rígida da pandemia, algumas coisas já foram sendo retomadas, os passeios, a rotina escolar e de trabalho, sem deixar de tomar cuidados e respeitando as regras sanitárias. Agora, frente às festas natalinas, às confraternizações e à expectativa do fim de ano, há quem esteja mais receoso, optando por comemorações com mais prudência, como pequenos encontros familiares, mas há outros mais ousados que querem festas maiores, porque os números de contaminados e internações vêm diminuindo. 

Mas o que não se esperava era uma nova variante, praticamente um mês antes do fim do ano. Europa e África do Sul identificaram os primeiros casos da doença com a cepa Ômicron, que já chegou ao Brasil e a mais de 45 países. E o mundo começa a recuar de novo! Em muitos lugares obrigatoriedades foram retomadas, até em países como Portugal, com a população quase toda vacinada. 

Para quem achava que a pandemia já tinha acabado ou estava no fim, vale uma reflexão e mais atenção. As reuniões familiares, encontros de amigos, confraternizações de trabalho e festas maiores já estão sendo repensadas, e cada um vai avaliando o risco que compensa correr depois de um cenário tão duro como o que vivemos, e desse novo tempo que se espera e, com esperança, se aproxima! 

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