Emprego temporário é opção de fim de ano

Estima-se que aproximadamente 105 mil vagas serão abertas no país até dezembro

Da Redação

Faltando três meses para as comemorações de fim de ano, os setores varejista e de serviços já se preparam para o principal período de vendas com a contratação de novos profissionais. O avanço da vacinação, o pleno funcionamento do comércio e a retomada dos serviços trazem esperança para empresários e desempregados, que sonham com uma oportunidade de trabalho. Mas cada empresa tem seu jeito de agir em relação a contratar ou não no fim de ano. E há empreendimentos que não utilizam essa prática, a não ser em último caso. 

— Nós preferimos contar com aqueles colaboradores que lutaram com a gente o ano inteiro. Essa época é a hora de eles faturarem um pouco mais. E, se apertar mesmo,  usamos o plano B, que são os nossos familiares — define a empresária do ramo de calçados Cláudia Silva.

Já em outra tradicional empresa de comércio na cidade, as contratações ainda estão sendo estudadas.

— Normalmente, aumentamos nosso quadro de funcionários em 5%, especificamente para vendedores, crediaristas e estoquistas. Ainda estamos analisando como será neste ano, mas isso deve acontecer somente no fim de novembro, pois nossos contratos são de 30 dias — explicou Júlio Célio Silva.

Emprego

Quem soube aproveitar a chance conseguida em novembro do ano passado foi a comerciária Christiane Alves, que, com seu trabalho, foi efetivada no quadro de funcionários desde janeiro último.

— Estava desempregada e consegui a vaga para vendedora, pois já tinha uma certa experiência na área. Me dediquei e me esforcei ao máximo e graças a Deus consegui ser efetivada no início do ano — diz Christiane.

Números positivos 

De acordo com relatório apresentado pelo Instituto Vitaltec à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Divinópolis, com base nos dados do Cadastro Geral de empregados e desempregados (Caged), Divinópolis registrou saldo positivo na criação de postos de trabalho pelo terceiro mês consecutivo, com 2.631 admissões e 2.056 desligamentos, contabilizando um saldo 566 novas vagas no mês de julho.

Em relação ao mês de junho, houve uma variação de 54%, e em relação a julho de 2020, 141%. 

— Tal resultado demonstra o processo gradual, porém lento, de recuperação do mercado de trabalho do município. Desde maio, nota-se um aumento contínuo na taxa de crescimento das admissões em relação aos desligamentos, resultando, assim, num crescimento no saldo de empregos criados — explica o economista da Vitaltec, Leandro Maia.

Nos primeiros sete meses de 2021, os resultados também são positivos. A cidade gerou saldo acumulado de 2.004 postos de trabalho criados.

A reportagem entrou em contato com a CDL de Divinópolis, que informou, por meio de sua assessoria, estar fazendo o levantamento do número de empregos temporários a serem efetivados na cidade. Mas, como de costume, os setores que mais utilizam essa mão de obra são os comércios de moda, calçados e vestuário, conforme levantamento efetuado pelo Caged.

Brasil

Uma pesquisa realizada em todas as regiões do país pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) Brasil, em parceria com o Sebrae, estima que aproximadamente 105 mil vagas serão abertas no país até dezembro, número próximo ao de 2019, período pré-pandemia.

Ainda de acordo com o levantamento, 69% dos empresários que pretendem contratar funcionários afirmam querer suprir a demanda que normalmente aumenta nesse período, uma redução de 19 pontos percentuais em relação a 2019, enquanto 14% preferem investir na qualidade dos serviços.

— Antecipar-se às comemorações com novas contratações é um sinal de confiança na retomada das vendas, uma vez que, após o auge da pandemia, inúmeras empresas tiveram que dispensar seus colaboradores para reduzir seus custos — analisa o presidente da CNDL, José César da Costa.

Ele ainda acrescenta que os segmentos devem se estruturar para o aumento das vendas neste fim de ano.

— Apesar de cauteloso, o empresário sabe que o final do ano é sempre um momento de aumento nas vendas e as empresas precisam estar preparadas para essa demanda — afirma José César.

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