Empatia

Empatia 

Desde o início da pandemia da covid-19, sem sombra de dúvidas, uma das palavras que a humanidade mais fala é “empatia”. No dicionário, uma das definições aponta para a capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente e de querer o que ela quer. Em resumo, pode-se dizer que ter empatia é se colocar no lugar do outro. No entanto, ser empático envolve saberes diversos e mais profundos. 

Com a empatia, a sensação é de ser aquela pessoa e, por isso, compreender escolhas, alegrias, medos, arrogância, agressividade e ignorância, ou seja, o que há de bom e de ruim em alguém. É acreditar que faria exatamente a mesma coisa. Pode-se ainda definir a empatia com a passagem da Bíblia, que está em Mateus 7: 1-5: “Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: 'Deixe-me tirar o cisco do seu olho', quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão”.

Porém, apesar de o significado da palavra ser lindo na teoria, e do que está na Bíblia estar muito longe de ser seguido pelos cristãos, é fato que se o mundo está como está é justamente pela falta de empatia. O que mais se tem são pessoas para apontar, julgar, e o que mais falta são pessoas para acolher, ajudar, estender a mão, com o coração puro, sem querer nada em troca. 

Todo este contexto de falta de empatia não envolve apenas a pandemia da covid-19, mas o cotidiano do ser humano em suas lutas. É primordial lembrar que, apesar de os sentimentos terem ficado mais aflorados, mais intensos por causa do momento caótico enfrentado pela humanidade, existem outras batalhas travadas pelos seres humanos diariamente. 

Talvez, com o intuito de trazer à tona esse sentimento tão importante, os governos lançam a cada mês uma campanha diferente, com conscientização sobre diversos temas. Em janeiro, os órgãos públicos trabalharam o tema “Janeiro Branco”, com o objetivo chamar a atenção da humanidade para as questões e necessidades relacionadas à saúde mental e emocional das pessoas e das instituições humanas. Em fevereiro, os temas abordados serão atrelados ao “Fevereiro Roxo”, voltado para a conscientização sobre as doenças: lúpus, fibromialgia e mal de Alzheimer; e o “Fevereiro Laranja”, que, por sua vez, conscientiza sobre a leucemia. Temas de suma importância para que a população entenda, ajude da melhor forma possível e seja multiplicadora, como em uma corrente do bem. Um ajudando o outro, nem que seja multiplicando a informação de forma correta. 

E aí, justamente nesse ponto, em que o ser humano está aberto a esse processo, que a empatia se faz necessária. Se colocar no lugar do outro é o que muda o mundo, é o que torna a vida melhor, e menos pesada. É justamente disso que a humanidade precisa: mais amor ao próximo, conscientização, empatia, para seguir sua caminhada.

 

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