Dois casos de varíola dos macacos são confirmados em Divinópolis

Novos registros constam no painel de monitoramento da doença atualizado pela SES

 

Da Redação

Dois novos casos de varíola dos macacos foram confirmados em Divinópolis, segundo o painel de monitoramento da doença atualizado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Ao todo, quatro casos foram confirmados na cidade em homens com idade entre 30 e 49 anos.

Além dos casos na cidade, até o momento, outros registros da doença foram feitos na região Centro-Oeste, sendo em: Bom Despacho, Formiga, Nova Serrana e Pará de Minas.

Na plataforma da SES-MG, até ontem, eram 536 casos confirmados em Minas Gerais e 308 suspeitas em investigação. Um caso confirmado que estava em acompanhamento hospitalar para monitoramento de outras condições clínicas graves morreu em julho. A vítima foi um homem de 41 anos, residente em Belo Horizonte e natural de Pará de Minas. Outro com comorbidades morreu na semana passada no Sul de Minas, contabilizando duas mortes pela doença no Estado.

A doença

A varíola dos macacos é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada.

A transmissão

Por contato com o vírus: com um animal, pessoa ou materiais infectados, incluindo através de mordidas e arranhões de animais, manuseio de caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos de animais infectados. Ainda não se sabe qual animal mantém o vírus na natureza, embora os roedores africanos sejam suspeitos de desempenhar um papel na transmissão da varíola às pessoas;

De pessoa para pessoa: pelo contato direto com fluidos corporais como sangue e pus, secreções respiratórias ou feridas de uma pessoa infectada, durante o contato íntimo – inclusive durante o sexo – e ao beijar, abraçar ou tocar partes do corpo com feridas causadas pela doença. Ainda não se sabe se a varíola do macaco pode se espalhar através do sêmen ou fluidos vaginais;

Por materiais contaminados que tocaram fluidos corporais ou feridas, como roupas ou lençóis;

Da mãe para o feto através da placenta; 

Da mãe para o bebê durante ou após o parto, pelo contato pele a pele;

Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infecciosas, o que significa que o vírus pode se espalhar pela saliva.


Vacina

A Anvisa aprovou no final de agosto a liberação para uso da vacina Jynneos/Imvanex contra a doenças (monkeypox) e do medicamento tecovirimat para o tratamento da doença no Brasil.

Para conceder as aprovações, a agência analisou dados da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e da Agência Americana (FDA).

A dispensa temporária e excepcional se aplica somente ao Ministério da Saúde (MS) e terá validade de seis meses, desde que não seja expressamente revogada pela Anvisa.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o imunizante já está aprovado nos Estados Unidos, Canadá e União Europeia.

 

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