Divinópolis confirma novas mortes e ocupação hospitalar segue alta

Homem de 44 anos não possuía comorbidades; 717 pessoas já perderam a vida com a doença

 

Bruno Bueno

Duas novas mortes por covid-19 foram confirmadas ontem pela Prefeitura. Com isso, a cidade chegou a 717 mortos pela doença desde o início da pandemia. Neste ano, são 56 fatalidades. Enquanto abril e maio registraram apenas uma morte cada, junho contabilizou seis vítimas fatais e julho, em apenas uma semana, já conta com dois óbitos.

Vítimas

A primeira vítima da doença morreu no dia 30 de junho. O homem, de 44 anos, não tinha histórico de comorbidades. 

Já a segunda morte foi também de um homem, 59, portador de câncer de cólon. Nesta quarta, 6, ele não resistiu.

Mortes

Divinópolis voltou a registrar aumento no número de mortes após semanas de queda e estabilização. Confira a relação de fatalidades por mês neste ano:

Janeiro: 16 

Fevereiro: 24 

Março: 6 

Abril: 1 

Maio: 1 

Junho: 6 

Julho: 2

Fatores de risco

Desde o início da pandemia, são 717 vítimas fatais da doença na cidade. Desse número, apenas 50 (7%) não tinham fator de risco. Todas as demais possuíam ao menos um fator de agravamento do quadro de saúde. 

O principal deles é a idade superior a 60 anos. Do total de mortes, 525 vítimas (73%) eram idosos(as). Outros principais agravantes foram: doença cardiovascular, diabetes e hipertensão.

Desde janeiro, Divinópolis registrou 56 mortes — apenas 6 vítimas fatais tinham menos de 60 anos. 

Por região

Na área urbana, neste ano, o Centro lidera a lista com mais vítimas da doença, com 12 fatalidades, seguido por Sidil (3) e Catalão, Esplanada, Itaí, Manoel Valinhas, Padre Eustáquio, Porto Velho, Sagrada Família, Santo Antônio, São José e Vila Belo Horizonte (todos com dois registros cada).

Apenas 3 das vítimas moravam na zona rural. 

Ocupação

A ocupação hospitalar também subiu nas últimas semanas. Segundo os dados da Secretaria de Saúde (Semusa), ontem, 17 pacientes (37%) estavam internados nos 46 leitos de CTI na cidade; no setor de enfermaria, o índice é maior, de 57%, com 42 dos 73 leitos ocupados.

Segundo o boletim, três crianças estão internadas no CTI infantil do Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD). 

— Nas Unidades de Terapia Intensiva, o Complexo de Saúde São João de Deus registra cinco pacientes internados no CTI adulto da área suplementar, com a necessidade de acrescentar quatro leitos no setor, além de quatro casos no CTI adulto e três no infantil na área atendida pelo SUS. O Hospital Santa Mônica conta com dois casos no CTI adulto e a UPA possui uma internação no CTI adulto. O Hospital Santa Lúcia conta com uma internação — informou.

Há, ainda, casos de crianças internadas também no setor de enfermaria.

— Em relação aos casos de enfermaria, foram registrados no São João de Deus cinco casos na área suplementar, além de 10 na enfermaria adulta e dois casos na enfermaria infantil da área atendida pelo SUS. Nos demais hospitais, o São Judas registra duas internações em leitos de enfermaria, o Santa Mônica conta com cinco casos na enfermaria adulta e seis casos na enfermaria infantil, sendo necessária a adição de um leito para o setor e o Santa Lúcia conta com nove registros. Na UPA há registro de três internações por covid-19 em suas enfermarias com a adição de um leito — acrescentou.

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