Divinópolis completa 30 dias sem mortes por coronavírus

Índice de internações caiu, mas o cenário ainda não é o ideal

 

Matheus Augusto

Com apenas uma morte por covid-19 em dezembro ‒ registrada no início do mês ‒ e ainda nenhuma em janeiro, Divinópolis alcançou a marca de 30 dias sem óbitos pela doença. O dado foi anunciado ontem pela Secretaria de Saúde (Semusa). Desde o início da pandemia, em março de 2020, o município já registrou 661 mortes. 

— Em 6 de dezembro, foi registrado o último óbito por covid-19. Uma mulher acima de 60 anos e portadora de doença neurológica crônica foi a derradeira vítima da doença na cidade. De 7 de dezembro até 5 de janeiro, os dados da Semusa não confirmaram nenhuma morte por covid-19 — detalhou.

Assim como a maior parte do estado, a cidade também completou cinco meses na onda verde, estágio mais flexível do Minas Consciente. 

— Um cenário bem melhor, em vista ao do último ano, mas longe de ser o ideal. Com milhares de pessoas com doses de vacina em atraso e o surgimento da nova variante da covid-19, a manutenção dos cuidados básicos e a conscientização a respeito de aglomerações são cruciais para manter o progresso nessa batalha biológica, para que não se repita uma crescente de casos na cidade — alerta a Prefeitura.

A taxa de ocupação hospitalar em leitos de UTI exclusivos para covid-19 (41 totais) caiu levemente ‒ de 20%, na segunda, para 17,5%, ontem. Apenas sete pacientes estão hospitalizados. Em enfermarias, o indicador é levemente superior: 44,2%, com 19 leitos ocupados de 43 disponíveis. 

O Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD) tem pacientes apenas na área do Sistema Único de Saúde (SUS): dois adultos e quatro crianças. No Hospital Santa Mônica há um paciente adulto internado. Os hospitais Santa Lúcia e São Judas Tadeu não têm hospitalizações por covid-19 em UTI.

 

Crianças

O Ministério da Saúde confirmou ontem, de forma oficial, a inclusão de crianças de 5 a 11 anos de idade no Plano Nacional de Imunização (PNI). O órgão recuou da decisão da obrigatoriedade de prescrição médica ‒ vários estados já anunciaram que não cobrariam tal documento. Agora, a pasta apenas recomenda a consulta de um médico antes da aplicação para avaliação.

— A vacina tem uma dosagem diferente, equivalente a um terço da vacina aplicada nos adultos. Ela foi testada através de ensaios clínicos e já logrou aprovação em agências sanitárias respeitáveis (...) e agora teve o aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), portanto a Anvisa testou a segurança e a eficácia — destacou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Durante a coletiva de anúncio, a pasta revelou que, em 2020, a covid-19 foi a terceira causa com mais mortes em crianças da faixa etária aprovada para a vacina; em 2021, a segunda.

Em comunicado ontem, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) esclareceu que o início da imunização depende do envio de doses e da logística de distribuição do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI-MS).

— Minas Gerais está pronta para vacinar as crianças menores de 12 anos contra a covid-19. O início da imunização depende, no entanto, do repasse de doses por parte do Ministério da Saúde. Para essa faixa etária, a vacina a ser utilizada, do laboratório Pfizer, tem volume de dose específico para o público infantil — esclareceu.

 

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