Dito e feito

Dito e feito 

Como era esperado e este PB abordou na última edição do Agora, o governador Romeu Zema (Novo), que esteve em Divinópolis ontem, foi enfaticamente cobrado sobre a conclusão do Hospital Regional. Ele ouviu do prefeito Gleidson Azevedo (PSC) um pedido de urgência tendo como principal justificativa o caos vivido na saúde do Município. Ouviu a mesma justificativa dada por Zema quando aqui esteve em março último na Fiemg Regional: a culpa é da burocracia. Que precisa fazer novamente uma prestação de contas etc. Ok. Todo mundo sabe que esses trâmites são complicados e quando chega a liberar, na maioria das vezes, é tarde demais. Mas, poxa! Com Divinópolis sempre parece ser mais difícil do que para outras cidades maiores, do mesmo porte, ou até menores. Cadê a cobrança e pressão em cima desses órgãos geridos por servidores que têm reajuste quando querem e da forma que querem? É só “vem a nós”? “Vosso reino” é nada? Sei não, mas sente-se um cheiro de má vontade no ar. 

Da esquerda

O prefeito Gleidson pegou o hospital da forma que está e, ao lado do seu irmão Cleitinho Azevedo (PSC) e do deputado Domingos Sávio (PL), não tem medido esforços junto ao Estado em busca de uma solução. Já gravou vídeos, cobrou pessoalmente por mais de uma vez, porém dizer que a culpa é da esquerda, aí já é “viajar na maionese”. Até porque, desde que se iniciou a construção, já se passaram três governadores de Estado e apenas um deles é do PT, Fernando Pimentel. Fez um péssimo governo, diga-se de passagem, e carrega parte da culpa. No entanto, isso não quer dizer que os antecessores e dele e o atual não poderiam agir diferente e ter mais um pouco de boa vontade para com Divinópolis. Cidade importante no cenário mineiro, polo do Centro-Oeste, mas só é lembrada como tal nas campanhas eleitorais, quando arrancam milhares de votos dos divinopolitanos. Além disso, a representatividade em todos os meandros políticos deixa a desejar e não é de hoje. É bom que esse amontoado de pré-candidatos às eleições deste ano pense nisso e coloque os interesses deste povo acima das suas vaidades e egos. 

Dinheiro tem

O governador chegou a dizer que o que trava o Brasil é a falta de dinheiro. Sobre o hospital, ele mesmo afirma que não é por falta do recurso. Já garantido em conta com a indenização da Vale. Mesmo assim, a possibilidade da retomada das obras deverá ocorrer apenas no fim deste ano. O que não é nada provável, se tratando de ano eleitoral. A previsão é que sejam gastos R$ 150 milhões na conclusão. No entanto, quando, só Deus sabe. Mesmo Divinópolis passando por uma crise semelhante à do ano passado e do início deste ano, quando os casos de covid explodiram na cidade. Na UPA - que funciona atualmente como um hospital improvisado - já não tem espaço para pacientes à espera de uma vaga hospitalar. O plano emergencial anunciado pela Prefeitura nesta semana não faz nem cócegas diante de tamanha demanda. E ter que esperar até o fim do ano ou sabe se lá até quando?  A pergunta que se faz é: a urgência, emergência e a vida de tanta gente em risco também esperam? 

Com a Educação

Logo depois do compromisso na Polícia Militar, o foco saiu da Segurança Pública e Saúde, e se voltou para a Educação. Acompanhado da diretora-geral da Agência de Desenvolvimento da RMBH, a divinopolitana Mila Batista Leite Corrêa da Costa, que ele fez questão que viesse com ele à cidade, foi até a Escola Estadual Miguel Couto. Em agenda fechada à imprensa, se sentou no auditório ao lado dos alunos, tirou inúmeras fotos e os ouviu cantar. A assessoria do governador disse à coluna que é de praxe ele visitar escolas em todas as cidades que cumpre agenda. Na verdade, Zema tem muita simpatia dos estudantes, já dos professores, não se pode dizer o mesmo. 

De novo 

E parece que Romeu Zema tirou esta semana para visitar cidades do Centro-Oeste. Depois de Nova Serrana na terça-feira e Divinópolis ontem, hoje ele posa em Itapecerica. Participa a partir das 10h, na cidade histórica da abertura do Festival de Gastronomia Rural. Promete visitar as barracas dos expositores e experimentar cada delícia ali exposta. Após receber cobranças dali, críticas daqui, mesmo anunciando melhorias, nada melhor do que encerrar o tour em um evento tradicionalíssimo, de volta após dois anos, em uma cidade aconchegante e rodeado de tanta coisa gostosa.   

 

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