Deu resultado

Deu resultado 

Este PB denunciou, há pouco mais de um mês, a situação caótica da rodovia dos Batista, como é conhecida. Para quem não sabe onde fica, ela liga o bairro Ipiranga ao Liberdade, onde estão o Fórum e a Unifenas. Uma ligação importante que encurta, e muito, o caminho de quem precisa ir de um bairro ao outro, ou mesmo a outras regiões da cidade que estejam na mesma direção. Pois bem. É lá também que estão diversas nascentes que abastecem a lagoa do Sidil, mas que, infelizmente, há anos é usada para despejar todo tipo de lixo e entulhos. Ao ler o relato nesta coluna, o vereador Wesley Jarbas (Republicanos) foi conferir in loco a situação – exercendo bem seu papel de fiscalizador – e levou a situação a quem é de responsabilidade: a Prefeitura. Poucos dias depois, nem só o prefeito foi verificar o desleixo, mas uma trupe, incluindo o presidente da Câmara, Eduardo Print Jr. (PSDB), o vereador Eduardo Azevedo (PSC) e o secretário de Operações e Serviços Urbanos (Semsur), Gustavo Mendes. Ele, por sua vez, anunciou o tão sonhado calçamento da via, que com certeza se tornará uma marco na gestão Gleidson Azevedo (PSC), pois há pelo menos duas décadas essa melhoria é esperada. É prova, mais uma vez, que a imprensa tão criticada é uma parceira importantíssima dos poderes na assistência à população. 

 

A voz

Eduardo Azevedo, que abre o vídeo, encerra sua participação dizendo: “quero desafiar a galera que só sabe falar mal, a imprensa que já veio aqui e denunciou a situação, mostrar agora que aqui agora esse local vai receber atenção devida”. Respondendo, Eduardo, já estamos fazendo isso, até porque foi daqui que partiu a denúncia. Foi depois de sair aqui neste espaço que as providências foram tomadas. E a imprensa não vai para falar mal, apenas mostrar uma realidade dura que muitas vezes não chega até vocês. Até porque nossa função é dar vez e voz à população, maior parte dela, desassistida, abandonada, jogada à própria sorte, pois não tem nem noção de como denunciar, de como procurar ajuda. Não é à toa que a imprensa é considerada o 4º poder, pois muitas vezes exerce o papel do Executivo e do Legislativo, visto que há muito deixam a desejar neste país. Ainda bem que você, seus irmãos –  prefeito e deputado e outros vereadores – afirmam com todas letras que não vão repetir os mesmos desmandos. Não é mérito, e sim obrigação, mas precisa e devem ser reconhecidas suas intenções, sim, pois não é todo dia que se acha alguém disposto a fazer a diferença pelo povo. É claro que mostraremos tudo, inclusive o início do pavimento poliédrico, prometido pelo secretário para meados de janeiro de 2022, quando as chuvas cessarem. Afinal, como diriam vocês: “Estamos juntos”.

 

Sem prazo

Ainda não há prazo para a identificação dos 26 mortos em confronto com a polícia, neste domingo, em Varginha, no Sul de Minas. Pelo menos foi o que disse a Polícia Civil (PC) em coletiva à imprensa na manhã de ontem. Isso porque os corpos serão submetidos a complexo processo de análise. Entre os métodos de identificação, estão impressões digitais, exame de odontologia forense, coleta de exame de DNA, além dos dados antropológicos (cicatrizes, tatuagens, entre outros). O protocolo de identificação é parecido com o utilizado no rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, quando 270 pessoas perderam a vida. Os mortos são suspeitos de integrar a quadrilha do “Novo Cangaço”, especializada em assaltos a agências bancárias. A repercussão no meio político teve elogios do governador Romeu Zema (Novo) e do senador Flávio Bolsonaro (Patriota). Por outro lado, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais disse que vai apurar a ação das PMs. A presidente da comissão, deputada Andréia de Jesus (PSOL), revelou que, ao longo desta semana, o grupo vai emitir ofícios para a PM e a PRF para entender melhor a ocorrência, e vai acionar o Ministério Público de Minas (MPMG) e a Secretaria de Segurança Pública. Claro que o modo de pensar e analisar a situação é particular de cada um. Por isso, ainda é cedo para se fazer qualquer tipo de análise. Basta se colocar no lugar de cada um que ali estava e pensar como seria se a polícia não tivesse chegado antes de mais um possível ataque regado a terror, ou se fosse o contrário – os policiais mortos por eles. Nessa hora, a defesa do lado humano precisa pesar para os dois lados. Sem falar que ainda há o risco de uma retaliação. Toda cautela nos comentários e na condução do caso é pouca! 

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