Desvalorizam os campeonatos

Batendo Bola

 

José Carlos de Oliveira

 

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Desvalorizam os campeonatos

 

Até parece um filme repetido, daqueles dramalhões horrorosos da sessão da tarde, mas o pessoal insiste nas mesmas trapalhadas. Aqueles que devem fazer de tudo para valorizar as competições que promovem e organizam insistem sempre em ‘pisar no tomate’ e jogam por terra toda a credibilidade dos torneios. E é assim em todas as esferas, sejam municipais, estaduais e até mesmo nacionais.

Tem sempre alguém buscando levar vantagem, na famosa lei do Gerson, e aqueles que pisam na bola simplesmente por não ter competência mesmo.

 

Até cansa!!!

 

É algo que dá até vontade da gente jogar a toalha e parar de apoiar determinadas equipes e organizadores de torneios. Fica feio e repetitivo assistir aos mesmos erros todo dia. É time que não tem atletas para levar a campo (lembrem-se do Jusa Fonseca no estadual amador) e campeonatos que são interrompidos por pura falta de organização (o último rural é um exemplo, e agora a Copa Divinópolis de futebol amador é outro). 

São desportistas e responsáveis por equipes que deveriam parar, pensar com calma, para valorizar aquilo que buscam promover e organizar. Do jeito como vêm sendo tratados determinadas competições é que não pode continuar.

 

Até no profissional

 

Mas quando essa desorganização chega aonde não deveria – no esporte (futebol) profissional é que a coisa beira ao absurdo, para não dizer outras coisas. Agora mesmo o Módulo I do Campeonato Mineiro, com abertura marcada para o próximo fim de semana, vive um impasse, com a suspensão do torneio determinada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), do Rio de Janeiro, justamente porque aqueles que deveriam levar credibilidade ao campeonato insistem em não fazer corretamente o seu papel. É tanta trapalhada que dá até raiva.

 

Incompetência I

 

Tem muitos times (clubes) por aí que entram nas competições apenas para tumultuar. Sem condições de cuidar corretamente da própria casa, ficam de olho em regulamentos e possíveis falhas de seus concorrentes para tentar se dar bem. 

E com isso a briga nos tribunais é um fato recorrente. Não estão nem aí para a máxima de que quem não tem competência que não se estabeleça. Querem apenas se dar bem, não importando em nada a quem ou o que estejam prejudicando, o que no caso é o próprio esporte que dizem amar.

 

Incompetência II

 

Mas pior ainda é a atitude dos dirigentes dos tribunais e federações – que até parecem gostar do tumulto e quase sempre buscam o caos – que não fazem corretamente o seu trabalho e com isso jogam água na fervura, desvalorizando ainda mais os torneios. 

É o que ocorre agora com o Campeonato Mineiro – divisão principal – que por mais que tenha o impasse resolvido (reunião no pleno do TJD foi na noite de ontem) entrará para a história pelas lambanças dos dirigentes, e não pela qualidade da competição, que este ano tinha tudo para ser uma das melhores da história.

 

Punição exemplar

 

O que resta agora aos dirigentes trapalhões é encontrar uma saída para evitar o pior, fazendo com que o estadual seja disputado dentro daquilo que foi discutido e combinado desde o princípio. E que depois disso olhem com maior cuidado para aqueles que causaram toda a confusão, tratando de punir exemplarmente a quem tenha errado. Chega dessa história de fulano ou beltrano sempre tirar vantagem, e que quem não tenha competência que não se estabeleça mesmo. Doa a quem doer.

 

Foto: Reprodução

 

Tirando onda – Na eliminação do Galinho na Copa São Paulo de Juniores quem roubou a cena foi o garoto divinopolitano Carlos Eduardo (Cadu), meia do time mineiro, de 18 anos, que foi um dos artilheiros do Atlético no torneio, com 3 gols marcados. Cria da Escola de Futebol Flamengo, de Mendes Mourão, na disputa por pênaltis frente o Água Santa no domingo ele decidiu esnobar o adversário, e sem tomar nem mesmo distância deixou o goleiro estático, sem ação, e mandou a bola para as redes. Pena que não tenha sido o bastante e sua equipe acabasse eliminada do torneio. 

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