Crônica 600

ANTÔNIO OLIVEIRA 

CRÔNICA 600

 

Estimativamente falando, essa é minha seiscentésima crônica. Na verdade, escrevo desde criança. Comecei a registrar quando passei a arquivar no computador. “Desde criança” não é um mero marco. Na aurora de minha vida no interior, tive, por coincidência, como professora, D. Aurora, que nos despertou, a nós, seus alunos, para a leitura. Falo por mim. Tornei-me um amante da leitura. Maneira de me situar: o mundo e eu.

Quanto às crônicas, nem mesmo as distingo, rigidamente, de certos contos, pequenos artigos. Considero-me um simbolista e, por isso mesmo, defendo a definição de que o ser humano é um animal simbólico. Comunica-se por símbolos.

Segundo Pitágoras, o mundo é uma grandiosa harmonia matemática. Estou entre aqueles que admitem não saber a significação exata que os pitagóricos atribuíam à palavra número.

Mesmo não sendo cientista nem matemático, mas amante do saber, entendo que essa afinação dos fenômenos naturais, dia e noite, sol e chuva, calor e frio, responde aos números pares, sistema binário. Maravilha de cosmos, de “unity”, em inglês, mais que de “unit”. Fundamento arquitetônico do grande construtor do universo. Divindade para os que creem, desafio constante para os pesquisadores, um absoluto nonsense para os indiferentes.

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