Cresce número de atendimentos por doenças respiratórias na Upa em Divinópolis

Segundo informações da Secretaria de Saúde, no início da semana, o aumento foi de 21% em relação à média normal de atendimentos.

O índice de atendimentos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) em Divinópolis cresceu nos últimos dias e isso tem interferido nos atendimentos de menor complexidade na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Segundo informações da Secretaria de Saúde, no início da semana, o aumento foi de 21% em relação à média normal de atendimentos.

 Do lado de fora da unidade, a vendedora Samira Silva Martins aguardava com a filha Eloá, de sete meses no colo. Segundo ela, a menina apresentou dificuldade respiratória com pulmões congestionados. Mãe de primeira viagem e preocupada com a filha correu para buscar ajuda na UPA.

 —A gente não sabe o que faz, então trouxe ela logo porque fiquei muito preocupada. Esse tempo está muito e para ela que é uma bebê, a preocupação aumenta— disse.

 O fazendeiro Rubens Carvalho estava gripado na semana passada. Nesta sexta-feira ele já se sente melhor, mas precisava mostrar o resultado de exames para um médico. A espera durou em média três horas.

 — Eu só precisava mostrar o exame e demorou muito. Cheguei 7h e só fui atendido por volta de 10h. Agora ele me deu encaminhamento para ir no posto e uma receita médica. A Covid-19 foi descartada no exame— contou.

Srag

 De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), a Srag é caracterizada no indivíduo que apresente: dispneia/desconforto respiratório; pressão persistente no tórax; saturação de O2 menor que 95% em ar ambiente; coloração azulada dos lábios ou rosto. Em crianças, além dos sintomas apresentados, observam-se os batimentos de asa de nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência.

 Fiscalização

 Nesta quinta-feira, 9, a Comissão de Saúde da Câmara fez uma visita à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) - atualmente administrada pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social (IBDS) até a definição da nova gestora.

 Durante a reunião do Legislativo de ontem, os vereadores que integram a comissão e outros voltaram a criticar a lotação na unidade.

 Os membros foram até o local para atender a um “pedido de socorro da equipe técnica da UPA”, definiu o presidente Zé Braz (PV) em seu pronunciamento.

 Lá, ele e os demais encontraram corredores ocupados por pacientes em macas e cadeiras. Até ontem, quando estiveram na unidade, 58 pacientes estavam à espera de uma transferência hospitalar.

 Executivo

O Executivo disse estar ciente dos problemas enfrentados na UPA. Dentre as medidas para minimizar a busca por atendimento na unidade está o fortalecimento da atenção primária.

— A Secretaria Municipal de Saúde tem o cuidado de reforçar a Atenção Primária e transformá-la na estratégia preferencial de atuação na prevenção de agravos e na promoção e recuperação da saúde da população. Até o presente momento implantamos o Programa Saúde na Hora em cinco unidades de saúde, estendendo o horário de atendimento dessas unidades até as 22h. Para o funcionamento do referido programa foram contratados 19 servidores — detalhou.

Disse ainda que, de fato, a unidade vem apresentando "um volume de atendimentos superior à média diária até então observada, fato que reputamos à sazonalidade das doenças respiratórias que são típicas da estação. A média de atendimentos por dia que se mantinha em 280, atualmente se encontra em torno de 340 pacientes/dia", disse.

A pasta ainda atribui culpa do estado.

— No entanto, além do aumento de atendimentos que, de certa forma é esperado, a redução do número de vagas liberadas pela Central de Regulação do Estado de Minas Gerais, em razão da indisponibilidade de leitos na macrorregião de saúde, tem aumentado a média de permanência de pacientes com demanda de internação — pontuja.

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