Consequências

Consequências

Para arrastar de rodo. É o que as pessoas costumam falar quando se tem muita coisa junta. E a frase se encaixa perfeitamente quando o assunto é eleições 2022 em Divinópolis. Aliás, não somente neste ano, mas todo processo eleitoral aqui é desse jeito. É incrível como o tempo passa e a cabeça das pessoas não muda. A tal da polarização de votos devido à quantidade exagerada de candidatos já trouxe graves consequências para cidade e eles sabem muito bem disso. Por que a insistência? O que se passa na cabeça dessas pessoas? Ego elevado, vaidade, necessidade de aparecer, menos preocupação com o povo e amor por Divinópolis.

Por pouco 

Este PB cravou há cerca de um mês e meio que a cidade teria, nas eleições deste ano, dez candidatos. Foi por pouco. São 16, caso as intenções permaneçam até a data limite para se registrar as candidaturas. Somente na Câmara são 6 dos 17, acredite. A quantidade é 35% do total de vereadores atuantes.  Quatro deles são novatos, à la Fabiano Tolentino e Cleitinho Azevedo.  Ambos cumpriram dois anos de mandato e se lançaram candidatos, Toletino a deputado Federal e Cleitinho a estadual. E foram eleitos, mas vale lembrar que cada caso é único. Além disso, os dois já eram bastante conhecidos por suas atuações anteriores. Entrar na corrida sem ter essa certeza ou para fazer teste de popularidade e tirar voto de quem poderia ser eleito e beneficiar a cidade pode ser um tiro no pé. Se bem que tem gente se achando e diz não temer tiro nem em outras partes mais delicadas do corpo. É bom preparar o colete, pois o estrago pode ser grande.

Quem são?

Da Câmara: Edsom Sousa (sem partido), Josafá Aderson (Cidadania), Lohanna França (sem partido), Eduardo Azevedo (PSC), Diego Espino (PSL) e Flávio Marra (Patriota). Até o fechamento desta coluna, por volta das 14h de ontem, Lohanna e Edsom ainda não haviam anunciado a nova sigla. Marra certamente está indeciso, visto que seu tutor Sargento Elton confirmou ontem que buscará uma cadeira na Câmara Federal. Os dois são chegados e do mesmo partido, e essa era uma das alternativas do vereador. Ao contrário, terá que brigar com mais quatro concorrentes dentro da própria Câmara. Parada duríssima. 

Mais 11 

Fora do Legislativo, a concorrência é ainda pior. Nada mais nada menos do que 11. Delano Santiago (PRTB), Luciana Santos (PT), Waléria Morato (PC do B), Flávia Gontijo (SD), Thay Araújo (PT), mas deve trocar de legenda.  No entanto, não terão vida fácil. Vão enfrentar nomes conhecidos e difíceis de bater. Domingos Sávio, referência do PSDB em Minas e muito bem articulado.  Jaime Martins, deputado de seis mandatos e muito conhecido dentro e fora de Divinópolis. Fabiano Tolentino, ex-deputado, também experiente e tem muita gente que o admira. Laiz Soares, terceiro lugar nas eleições para prefeito em 2020, admirada pelos jovens e mulheres devido aos projetos pelas causas, em diversos municípios mineiros, além de ter uma legião de amigos em São Paulo e Brasília. O que dizer mais? Basta fazer uma análise. 

À porta 

E quem ainda está em cima do muro precisa se apressar. Amanhã, 1° de abril, é o último dia da janela de migração partidária em que se considera justa causa a mudança de partido para pessoas que ocupam cargos e pretendem concorrer à eleição marcada para outubro. Com o prazo batendo à porta, as noites e madrugadas serão pequenas para as costuras. Para não falar outra coisa, coincidentemente, 1° é o Dia da Mentira. Melhor assim!

Teste de Integridade 

As eleições se aproximando e, mesmo antes disso, elas, que são as principais peças do processo, as urnas eletrônicas, foram motivo de muita polêmica no último ano. Apesar de a falação não ter dado em nada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta terça-feira, por unanimidade, o aumento do número dos equipamentos que vão passar por auditoria. Com isso, a base amostral triplicará e o objetivo é ampliar o alcance, a visibilidade e a transparência em todo o processo eleitoral.  As mudanças foram propostas pela Polícia Federal, pelo representante do Ministério da Defesa e por integrantes da Comissão de Transparência das Eleições (CTE). Eles apresentaram as sugestões ao TSE que foram consolidadas em um relatório preliminar. O novo texto prevê que nas unidades da Federação com até 15 mil seções no Cadastro Eleitoral serão escolhidas ou sorteadas 23 seções, sendo as 20 primeiras urnas submetidas ao Teste de Integridade, e as demais ao Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais. Não demora e outra alegação sugerindo fraude aparece. Principalmente se o resultado nas urnas for adverso ao desejado por alguns. Uma canseira! 

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