Consequências

Consequências 

Falta de testes em laboratórios e nas farmácias, medicamentos para síndromes respiratórias em escassez, filas quilométricas nas unidades de saúde, UPA, nos hospitais e agora também nos centros de triagem criados pela Prefeitura, sem contar o número de servidores afastados por causa da doença, o que automaticamente gera uma sobrecarga nos que ainda estão trabalhando. Sem sombra de dúvidas, o caos está instalado na saúde pública e privada de diversos municípios brasileiros e mineiros, incluindo Divinópolis. Com diversos problemas acumulados, a cidade apenas sobrevive, dia após dia, aos inúmeros casos de covid-19, pela variante ômicron. Cenário típicos de  locais onde não há entendimento entre os poderes, aliado à falta de responsabilidade do povo, que segue como se a pandemia do coronavírus tivesse simplesmente acabado. 

Divinópolis chegou ao ponto em que as autoridades sanitárias já haviam alertado, não tem como mais voltar atrás. A única solução é apenas remediar, para tentar, mais uma vez, controlar tudo aquilo que deveria ter sido previsto e planejado. Aguardar. Só isso que se pode fazer neste momento. E, infelizmente, talvez, esperar pelo pior. Afinal de contas, em momentos delicados como este, a única coisa que se pode fazer é tentar implantar medidas para conter o caos e esperar para que essas ações tenham um efeito positivo em médio prazo. É como está na terceira Lei de Newton: ação e reação. A falta de responsabilidade, de senso coletivo, de empatia, de amor a si mesmo e de amor ao próximo teve consequências, e quem paga essa “conta” é a própria população, que insiste em seu comportamento de ignorar um vírus que se alastra rápido e pode ser mortal. 

É fato que tudo isso já era mais do que previsível, mas é verdade também que a culpa não é exclusiva do povo, que sempre foge à sua responsabilidade. Isso é apenas um conjunto de fatores e pessoas que insistem em dizer que é preciso “aprender a conviver com o vírus”, o que, de uma forma ou de outra, incentiva muitos a se comportarem desta forma. Sim! Os divinopolitanos viram neste fim de semana uma festa de grande porte ser realizada no parque de exposições. Em pleno surto da doença, um evento com cerca de seis mil pessoas, com a presença de dois secretários municipais e um assessor nomeado recentemente. Quem deveria prezar pelo bem da população faz justamente o contrário. 

E é inevitável que as consequências venham. A conta uma hora ou outra chega e tem que ser paga. Como Divinópolis anda “a pé” de lideranças bem articuladas, quem paga é o povo, por suas atitudes e pelas atitudes dos outros. Assim, sem qualquer tipo de planejamento, de organização, a população segue em seu ciclo vicioso, sem previsão de fim.

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