Consagração da Rússia a Nossa Senhora

Augusto Fidelis

 

Consagração da Rússia a Nossa Senhora

Se alongarmos um olhar sobre a história, vamos concluir que o mundo nunca esteve em paz. Na verdade, embora tenhamos evoluído tecnologicamente, o ser humano é movido pelos mesmos sentimentos da sua origem, desde sempre: amor, ódio, altruísmo, egocentrismo, inveja, ambição. Somos educados para ter e, para termos, não nos importamos se o nosso semelhante vai perder. 

No dia 28 de julho de 1914 teve início a Primeira Guerra Mundial, porém localizada na Europa. A contenda entre as nações teve fim no dia 11 de novembro de 1918, deixando um saldo de dez milhões de mortos e uma geração de jovens que cresceu traumatizada com os horrores da guerra. E foi nesse contexto que, no dia 13 de maio de 1917, Nossa Senhora apareceu a três crianças pastoras em Fátima, Portugal, chamadas Lúcia, Jacinta e Francisco. 

Um dos pedidos de Nossa Senhora à Igreja, através dos pastorzinhos, é que se providenciasse uma solenidade durante a qual a Rússia fosse consagrada ao seu Imaculado Coração, para que se convertesse. Caso contrário, a Rússia continuaria espalhando seus erros pelo mundo e trazendo discórdia. Papas se sucederam no Trono de São Pedro e essa providência não foi tomada. Noutra oportunidade, Nossa Senhora disse a Lúcia que essa consagração seria feita, porém tarde. 

O papa João Paulo II promoveu uma solenidade com essa finalidade, inclusive a imagem que fica na Capelinha das Aparições em Fátima foi levada a Roma. Mas, devido a problemas políticos, o papa foi desaconselhado a citar o nome da Rússia, preferindo consagrar todas as nações do mundo, sem alcançar o principal objetivo.

Um dos erros disseminados pela Rússia, com prejuízo enorme para a própria Igreja, é a Teologia da Libertação, que encontrou campo fértil na América Latina depois do Concílio Vaticano II. Alguns prelados, como o padre peruano Gustavo Gutiérrez, se apresentaram como genitores, mas inúmeros documentos apontam como ideólogo o secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética, Nikita Khrushchev. A Teologia da Libertação, impregnada de marxismo, tirou Jesus Cristo do centro do altar e colocou o homem, preferencialmente o pobre, sem fazer nada para libertá-lo da pobreza material, acrescentando a pobreza espiritual.

Com a invasão da Rússia na Ucrânia, e possibilidade da Terceira Guerra Mundial, o papa Francisco convocou os bispos, padres e leigos para que a tão falada consagração da Rússia aconteça nesta sexta-feira, dia 25 de março. Nas igrejas de Divinópolis a solenidade está marcada para as 19h. Tomara que essa penitência seja verdadeira, bem-vista aos olhos de Deus e, embora tardia, contribua para o triunfo do Imaculado Coração de Maria. E que a Santíssima Virgem interceda por nós e nos livre das guerras.

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