Comércio otimista com as vendas para o Natal

Vestuário lidera intenção de compras; lojas físicas devem ser as mais procuradas

 

Jorge Guimarães

A poucos dias para o Natal e com horário ampliado, o comércio varejista espera uma semana de vendas aquecidas, visto que o brasileiro sempre deixa tudo para a última hora. É o que aponta a pesquisa realizada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de Minas Gerais (FCDL-MG), entre os dias 28 de novembro e 9 de dezembro. Segundo o levantamento, 78,4% dos mineiros irão às compras somente nesta semana que antecede o Natal. Outros 15,7% disseram ter comprado os presentes no mês de novembro e apenas 5,9% afirmaram que vão aproveitar as tradicionais liquidações de janeiro.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Divinópolis, Heider de Freitas, classifica a data como a melhor do ano para o comércio. 

— A expectativa do comércio é grande e espera receber um volume expressivo de consumidores aproveitando o horário especial de funcionamento. Com o valor do tíquete médio dos presentes girando em torno de R$ 275, a expectativa é que a semana será de grande movimentação  no comércio, alavancando a economia local, concretizando o Natal como a melhor data do ano para o varejo — avalia.

Vestuário

Dentre os itens mais citados na pesquisa como opção de presentes, estão vestuário (27,6%), brinquedos (11,2%), calçados (11,2%), eletrônicos (6,0%) e perfumaria (6,0%). Esses produtos, principalmente o primeiro, lideram o ranking na maioria das vezes dada a gama de produtos que atendem todas as classes sociais.

Na cidade, não só os empresários varejistas como também de diversos setores - supermercadistas e de alimentação - estão confiantes nas boas vendas. Para o empresário Júlio Célio Silva, o momento é de fortalecer o comércio na retomada econômica.

— Vivemos momentos difíceis. O pior já passou, mas ainda há muito a recuperar e estamos batalhando para tanto. E essas datas sazonais são ótimas referências para aumentar as vendas e, com isso, se preparar para os três primeiros meses do ano, que, por diversos motivos, são mais fracos em vendas. Eu vejo muito otimismo no meio empresarial e creio que as vendas devem superar as expectativas de cada segmento — avaliou o empresário.

Gastos 

Para o clima de festas não se tornar uma dor de cabeça no futuro, o consumidor tem que se resguardar na hora dos gastos. As compras de última hora podem pesar no bolso, indica o economista Leandro Maia. 

— A melhor opção nessas ocasiões é pesquisar os preços e não comprar por impulso. Se possível, procure dividir as compras entre os familiares e não utilizar muito o cartão de crédito, prefira compras com pagamentos à vista. Senão, o início de ano pode ser bem diferente das festas que estão por vir — explica. 

Amigo oculto

Um dos setores que mais sofreu ao longo da pandemia foi o de prestação de serviços. O empresário do ramo alimentício Rolando Meneses espera um bom movimento para ao longo da semana, principalmente com mais confraternizações de empresas e amigos. 

— Sempre tem empresas que fazem suas festas de fim de ano aqui com a gente. Amigos e familiares também se reúnem para confraternizações. Nesse sentido, esperamos um aumento no movimento, não só antes do Natal, mas se estendendo até o Réveillon — concluiu o empresário. 

 

 

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