Coluna Fernanda Ferreira 28/01/2022

Por trás da Franja 

 

Ou você participou ou se sentiu tentado a listar cinco curiosidades sobre você nos últimos dias no Instagram. Ou talvez você seja o fofoqueiro que não perdeu a chance de ler até mesmo a lista dos desconhecidos. De início, pensei ser uma bobagem, apesar de ser quase unânime a curiosidade humana sobre a vida alheia e suas peculiaridades ‒ o Big Brother não me deixa mentir (apesar da edição flopadíssima que virou um musical gospel). Mas o que eu senti em relação à brincadeira da rede social é que seria uma forma de vasculhar minhas memórias, de revisitar um pouco de mim, algo que eu faço melhor quando eu escrevo. A escrita organiza o que estou pensando e o papel materializa (essa coluna aqui sempre começa por uns rabiscos em um caderninho). É como se deixasse de ser algo salvo numa "nuvem" pessoal (e que o Google ainda não me cobra armazenamento) e viesse para a vida real. É como se eu ficasse mais consciente do armazenamento do meu HD. Escrevendo eu entendo melhor quem eu sou, o que sinto e o que quero. Quando eu escrevo, eu materializo meus pensamentos e desejos, assim também meus propósitos e compromissos. O que a gente escreve, vive, permanece, conforta, fortalece. A memória, infelizmente ou não, se esvai. O Diário de Anne Frank está aí para nos lembrar do que não se deve repetir, escrita é documento, registro da nossa história, seja ela interessante ou não. E aí, já deixou seu registro hoje? Se ainda não, tente começar pela brincadeira lá no Instagram, a fofoqueira que vos escreve aqui vai querer ler (mesmo se for mentira).  

 

Holocausto nunca mais 

 

27 de janeiro é Dia Internacional da Lembrança do Holocausto ou Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. O objetivo da data é duplo: servir como uma data anual de homenagem às vítimas do regime nazista e promover a educação sobre o Holocausto em todo o mundo. O negacionismo e a distorção do tema são sintomas de uma desinformação cada vez maior, de um discurso de ódio e preconceitos em todo o mundo. A pandemia acelerou essa tendência e ocasionou uma explosão de teorias da conspiração antissemitas nas mídias sociais, muitas das quais retiram sua inspiração de ideias e imagens antissemitas históricas. Por uma coincidência, nesta semana minha filha escolheu um livro pra presentear uma amiga, escrito por uma sobrevivente do Holocausto. Aqui vai um breve resumo de “A Bailarina de Auschwitz”, de Edith Eger.

 

‘A Bailarina de Auschwitz’

 

A história da escritora Edith Eger, que aos 16 anos foi enviada para Auschwitz. Em sua passagem pelo campo de concentração, suportou experiências inimagináveis, incluindo ser forçada a dançar para o infame Joseph Mengele. Durante os meses seguintes, a resiliência da jovem ajudou muitos a sobreviver. Atualmente, ela é uma psicóloga reconhecida internacionalmente e os seus pacientes incluem mulheres vítimas de abusos e soldados com síndrome de estresse pós-traumático. Edith Eger explica como a mente de muitos de nós se tornou numa prisão e mostra como a liberdade é possível quando nos confrontamos com o nosso sofrimento. Hoje, a autora é doutora em psicologia e já trabalhou com veteranos de guerra e vítimas de trauma físico e emocional. Aos 90 anos, escreveu este livro e continua atendendo pacientes na sua clínica, na Califórnia.

 

SONHO REALIZADO

 

O Grupo 4Cantos, que existe há mais de quatro décadas, acaba de realizar um sonho antigo ao lançar seu primeiro álbum, intitulado “Janela”. O projeto foi executado de julho a dezembro/2021, graças a uma verba recebida por meio da Lei Aldir Blanc, e agora está em fase de prestação de contas. O grupo, formado por Drino David, Zé Levi, Vicente e Alaôr Gonçalves, conta com o apoio da consultora de Projetos Lara Ordones e está muito feliz com o resultado. O projeto ficou encantador! Sigam o grupo @4cantosdiv

 

Janeiro Verde 

 

A campanha Janeiro Verde busca conscientizar sobre o câncer de colo de útero, considerado o terceiro tumor maligno mais presente nas mulheres, atrás do câncer de mama e do colorretal. A atividade sexual precoce, múltiplos parceiros, tabagismo e uso prolongado de pílulas anticoncepcionais aumentam o risco da contaminação de infecção de alguns tipos de HPV, um dos principais causadores desse tipo de câncer. Aproximadamente 50% das mulheres sexualmente ativas entram em contato com o HPV (papilomavírus humano) em algum momento da vida. A maioria das infecções são transitórias e a mulher desenvolve imunidade contra a infecção. Uma das medidas para prevenir a infecção por HPV é a vacina. Ela é distribuída gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde para meninas de 9 a 14 anos e para meninos entre 11 e 14 anos. Mulheres na faixa etária entre 9 e 26 anos que tenham imunodepressão também podem ser vacinadas gratuitamente. Para as demais idades, a vacinação só é possível por meio de instituições particulares. E lembre-se, visite anualmente seu ginecologista. 



Drink red bubbles

 

Quando o calor atinge altos níveis como essa semana, a vontade de um drink com borbulhas bem refrescante aumenta. 

 

Prepare uma xícara de chá de frutas vermelhas, pode ser o comum de saquinho ou de frutas desidratadas, depois coloque para gelar. 

Sirva o chá num copo e complete com espumante Brut Rosé da sua preferência. Finalize com um ramo de hortelã e algumas frutas vermelhas frescas, pode ser morango, cereja ou framboesa. A dica final para quem gosta de um drink mais docinho é passar um pouco de geleia na parte interna do copo. E, caso queira o drink mais vermelho, vale colocar um pouco de hibisco.

 

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