Colheita?

Colheita?

“Quem planta, colhe." Em outras palavras, é a velha conhecida Terceira Lei de Newton, da Ação e Reação, que diz que: “A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade”. Isso é física, um fato – e não tem como contestar. Talvez pouco mais de dois anos de muita luta, medo e incerteza, o povo brasileiro esteja, enfim, rumo à colheita. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou, neste domingo, o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin) relacionada à covid-19 no Brasil. Vários fatores, como a satisfatória cobertura vacinal e a queda expressiva do número de casos  e mortes confirmados pela doença, foram determinantes para que a medida fosse tomada. Apesar do anúncio, o ministro reforçou que “a covid não acabou e não vai acabar, e nós precisamos conviver com essa doença e com esse vírus”. Esse é outro fato incontestável: o coronavírus existe e a humanidade terá que conviver com ele não se sabe até quando, ou para sempre.

A verdade é que, pelo menos por aqui, o vírus tem perdido a “força” e se tornado menos “letal”. Um exemplo é Divinópolis que não possuía ontem nenhum paciente internado com covid nas UTIs da cidade.

 Apesar de inúmeros tropeços no meio do caminho, a ciência prevaleceu. Valeu a pena ter seguido, cobrado e até mesmo brigado para que todos seguissem as regras de prevenção à covid-19 e, posteriormente, se vacinassem. Nos próximos dias uma portaria com os argumentos que fundamentam a medida será publicada no Diário Oficial da União.

A esperança é que, mesmo com as flexibilizações que a medida trará, o povo seja consciente e continue escutando a ciência e siga todas as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Parece que o tempo de colheita se aproxima, após o tempo de dor, medo e incertezas. Mas, para que os brasileiros continuem a colher bons frutos depois do caminho tortuoso, o esforço coletivo será tão necessário quanto antes. Apesar de 70% da população estar com o esquema vacinal completo com duas doses da vacina, apenas 39% tomou a dose de reforço. 

Em Divinópolis, na última semana, a Prefeitura convocou a população a comparecer aos postos de saúde para completar o esquema vacinal contra a covid-19. Mais de 80 mil pessoas ainda faltavam tomar alguma dose do imunizante para estarem totalmente protegidas contra a doença – é importante reforçar que a vacina não previne o contágio do coronavírus, mas o desenvolvimento de sintomas graves da doença. É de suma importância que todos continuem “remando” para o mesmo lugar, que todos continuem unidos no mesmo objetivo. Não há colheita sem plantio. Não há reação sem ação. Hoje, sem sombra de dúvidas, o sentimento é de dever cumprido. A ciência e o jornalismo juntos, aliados de longa data, conseguiram, apesar das inúmeras pedras no caminho. A colheita valeu a pena. 

No fim de tudo, era sobre isso, sobre resistir ao negacionismo, às fake news, cobrar, conscientizar, se manter de pé e não perder as esperanças. A luta continua, e desejo que cada vez mais e mais pessoas se tornem conscientes, também! 

Parece que os bons frutos chegaram!

 

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