Chuvas: situação de alerta permanece

Executivo foca esforços em retirar população ribeirinha de suas casas para evitar tragédia

 

Matheus Augusto

Cerca de 180 moradores das áreas próximas ao encontro do rio Pará com Itapecerica, no bairro Candelária, em Divinópolis, foram retirados de suas casas. O levantamento é do secretário de Trânsito, Transporte e Segurança Pública (Settrans), Lucas Lopes. A Defesa Civil foi acoplada à pasta pela qual ele responde. No início da tarde de ontem, a Cemig abriu a primeira das três comportas da Usina em Carmo do Cajuru para ampliar a vazão devido ao aumento no volume de água.

— A gente orienta para, quem puder, ir para a casa de parentes. Quem não tem, estamos fazendo o deslocamento para um Cmei, todo preparado e ajudando as famílias a retirar seus materiais — citou. 

Uma das consequências, preocupação das autoridades, é que o volume do rio Pará deve aumentar e, paralelamente, reduzir o escoamento do rio Itapecerica, pois ambos se encontram na região do Candelária. O bom escoamento do Itapecerica tem ajudado a evitar transbordamentos maiores, mesmo com seu nível de 1,60 metro acima do leito normal.

De acordo com o chefe da pasta, a atual Administração tem mantido contato frequente com prefeitos de cidades vizinhas, como Cajuru e Itapecerica, bem como órgãos importantes, como a Copasa e a Cemig, a fim de acompanhar o cenário na cidade. 

Sobre os principais pontos alagamentos em Divinópolis, o secretário citou:

— Estamos com dois pontos importantes, no Porto Velho, onde já retiramos famílias no fim de semana, e na ponte Esplanada, próximo ao córrego Flecha. Outros pontos de preocupação são Niterói e Catalão — destacou. 

Apenas nos primeiros nove dias do ano, já choveu 390 milímetros. Entre ontem e amanhã, esse volume deve subir mais 105 mm.

 

Encontro com Zema

O prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (PSC), esteve, nesta segunda-feira, 10, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, onde, juntamente com outros prefeitos e autoridades de segurança do Estado, busca, diretamente com o governador Romeu Zema (Novo), soluções  para os estragos causados pelas chuvas.

Gleidson divulgou, em suas redes sociais, trecho de sua fala durante o encontro.

— Estou aqui pedindo socorro para a cidade de Divinópolis. Tenho certeza que não apenas Divinópolis, como também outras cidades mineiras estão sofrendo, mas igual Divinópolis eu tenho certeza que não — afirmou.

O prefeito relatou aos presentes que, desde o dia 21 de dezembro do ano passado, as autoridades trabalham 24h por dia para lidar com as consequências dos temporais.

— Tem 15 dias que eu não durmo. Desde o dia 21 não para de chover. Então, eu peço socorro — cobrou.

 

Interdições

Até a tarde de ontem, oito pontos da cidade estavam totalmente ou parcialmente interditados. São eles: 

— Ponte na Comunidade Tamboril;

— Estrada de acesso à Cachoeira do Caixão, no bairro Candidés;

— Rua Caraguatatuba, no bairro Candelária;

— Rua Prudente de Morais, esquina com a rua Jovelino Rabelo;

— Rua São João del-rei, entre as ruas Castelo Novo e a rua Caratinga;

— Rua Tucuruçá, entre as ruas Machado de Assis e a rua Monteiro Lobato;

— Avenida Magalhães Pinto, acesso à saída e à entrada do bairro Niterói, parcialmente interditada (agentes de trânsito estavam no local controlando o fluxo de veículos e pedestres);

— Rua Mar e Terra, no bairro Candelária, parcialmente interditada.

 

Placas

Placas sobre os caminhos com as rotas de fuga de alagamentos do rio estão afixadas em locais estratégicos para orientação das áreas ribeirinhas. 

 — Elas estão instaladas em toda a área alagável de Divinópolis como nos bairros Porto Velho, Esplanada, Niterói, Candelária, Cachoeira do Caixão, e ainda na região da descida do rio Pará como Usina do Gafanhoto, dentre outros locais e foram colocadas de forma preventiva pela Defesa Civil — informou a prefeitura.

 A rota de fuga é um mapa que representa, por meio de símbolos apropriados, o trajeto a ser seguido pelo indivíduo no momento de necessidade urgente de evacuação do local.

 

Contatos

A Defesa Civil pode ser acionada pelos seguintes contatos: (37) 9.8825-2279 (apenas WhatsApp) ou 199 (apenas ligações). A qualquer sinal de perigo, a população também pode entrar em contato com o Corpo de Bombeiros Militar pelo 193.

 

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