Chão vira leito

Chão vira leito

Não dá para fugir. Entra legislatura, sai legislatura, determinados temas seguem como presença constante nos pronunciamentos da Câmara. Desta vez, a fragilidade da Saúde no Município voltou a ser criticada. Os comentários são similares, destacando a precariedade dos postos de saúde e a falta de médicos. A consequência é fácil de ser observada: uma UPA lotada. O chão vira o mais próximo que o paciente tem de um leito. Alguns parlamentares foram claros ao dizer que Divinópolis deixa (e muito) a desejar no atendimento primário. E a conclusão do Hospital Regional pode até melhorar a situação, mas a baixa cobertura continuaria. Mas como HR pronto qual seria a próxima justificativa ou desculpa? E quais as soluções? Os parlamentares também já apontaram que construir mais unidades também talvez não seja a resposta, pois hoje várias seguem sem médicos. Um quebra-cabeça que se estende há anos, empurrado de administração para administração. Um tema que não pretende sair da boca dos vereadores pelo restante do mandato. 

 

Sem data 

As oitivas da CPI da Educação não devem voltar tão cedo. Em votação ontem, os membros decidiram permanecer como estão, focados na análise documental antes de retomar os depoimentos. O presidente, Josafá Anderson (CDN), já havia expressado insatisfação com a lentidão do processo, dada a falta de especialização dos gabinetes em decupar papelada. Bom, o sentimento de frustração, pois a Câmara, por não ter dotação orçamentária para essa finalidade, descartou a possibilidade de contratar uma auditoria para dar suporte no processo. Nesse impasse, a CPI corre o risco de nem virar pizza e ficar só na massa.

 

Banheiros no debate 

Audiência pública hoje, na Câmara, debate sobre a proibição de banheiros coletivos unissex e multigênero em Divinópolis. A solicitação foi feita pelo vereador Eduardo Azevedo (PSC) à Comissão de Segurança Pública da Casa. Azevedo optou por colocar o tema em discussão após a polêmica em torno do projeto de lei que tramita no Legislativo de autoria de Lohanna França (PV) que defende, segundo ele, banheiros coletivos no SUS. Azevedo e convidados abordarão ainda sobre seu projeto de lei que prevê a proibição destes banheiros na intenção, como destaca, de garantir a segurança e privacidade das mulheres e crianças. Ele reclama que a proposta está travada desde dezembro de 2021. Tanto a proposição de Eduardo, quanto o de Lohanna causou desatendimento e acusações entre os vereadores na Câmara e nas redes socais. Além disso, gerou ampla discussão entre a população, que, terá a oportunidade de logo mais, às 19h30, participar e ouvir especialistas sobre o tema. Uma  coisa é certa: a discussão promete. 

 

Homicídios caem 

Apesar da violência impregnada no dia a dia do brasileiro, o país registrou 47.503 homicídios ao longo do último ano, o equivalente a 130 mortes por dia, segundo dados divulgados ontem pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O número representa queda na comparação com 2020 e é o menor contabilizado desde 2011, quando se inicia a série histórica. Entre os motivos, especialistas apontam uma estabilização de conflitos entre facções criminosas, que na última década avançaram pelo Norte e Nordeste do País, e a implementação de programas estaduais focalizados em públicos mais jovens. Enfim, alguém se atentou que a prevenção é o único caminho capaz de reduzir ou estancar tantas tragédias que a cada ano dizimam mais família. 

 

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