Casos de covid-19 e internações voltam a subir em Minas Gerais

Festas de fim de ano são apontadas como um dos fatores responsáveis; vacinação tem impedido de aumento de mortes

Da Redação

Com mais de 18 mil casos de covid-19 confirmados nas últimas 24h, Minas Gerais registrou o maior indicador desde o início da pandemia. O maior registro nesse período era de abril, quando foram notificadas 16.479 infecções. Um dos fatores para o alto número, aponta o secretário de Estado de Saúde (SES-MG), Fábio Baccheretti, é a transmissão da variante ômicron, especialmente nas festas de fim de ano, e o relaxamento das medidas de prevenção, como o uso de máscara. Outro fator é o acúmulo de dados após ataque hacker ao sistema do Ministério da Saúde. 

A vacinação, no entanto, tem impedido que os casos confirmados resultem, paralelamente, na superlotação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

— A única saída para a pandemia é a vacinação. As pessoas vacinadas têm menos risco de serem hospitalizadas e de evoluir para óbito. O cenário demonstra a importância da vacinação para conter as hospitalizações e os óbitos causados pelo coronavírus — destacou o secretário.

Conforme estudo divulgado pela SES na última semana, pessoas contaminadas que não se vacinaram têm 11 vezes mais chances de morrer pela doença quando comparadas a uma pessoa completamente imunizada. 

Os protocolos sanitários para evitar a doença são: uso de máscara, distanciamento social e lavagem constante das mãos.

— Tais medidas são necessárias, porque o aumento dos casos pode elevar também a procura pelos serviços de atenção básica no Sistema Único de Saúde (SUS), causando pressão nos atendimentos — alerta o governo.

A nova variante é considerada mais transmissível que as demais, mas, devido ao alto número de vacinados, sua letalidade tem sido menor.

Para quem estiver com sintomas, a orientação é cumprir o período de isolamento e buscar preferencialmente o posto de saúde, evitando a lotação das urgências, que estão priorizando os casos mais graves.

 

Divinópolis

Nove pessoas estavam internadas em leitos de UTI exclusivos para covid-19 na última sexta-feira, número equivalente a 22,5%. Ontem, esse número já era de 47,5%, com 19 pacientes. Na enfermaria, por exemplo, a ocupação já está em 65,1%, com 28 dos 43 leitos ocupados.

Importante ressaltar que, desde o fim do ano passado, leitos do hospital de campanha e do Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD) foram desmobilizados e revertidos para o atendimento de outras enfermidades e cirurgias eletivas. 

 

Vacinação

A importância da vacinação voltou a ser reforçada ontem, em nota, pela Prefeitura. Quem tomou a segunda dose até 14 de setembro já pode procurar, sem agendamento, entre 8h e 16h, um dos 27 postos de saúde na cidade para receber a dose de reforço. 

— Antes de procurar uma unidade de saúde para se vacinar contra a covid-19, o cidadão poderá consultar um cronograma de vacinação que é atualizado diariamente. Nele constam informações sobre os critérios para a vacinação, datas, horários, imunizantes disponíveis e quais as unidades de saúde que o oferecem. O link para consulta do cronograma é  https://bityli.com/EjqBlOc — informa. 

As unidades que aplicarão os imunizantes contra a covid-19 são: Afonso Pena, Belvedere, Belo Vale/Rancho Alegre, Bom Pastor, Campina Verde, Candidés, Central, CSU, Danilo Passos, Ermida, Icaraí, Ipiranga, Itaí, Jardinópolis, Jusa Fonseca, Lagoa dos Mandarins, Maria Lúcia Gregório, Morada Nova, Nações, Nilda Barros, Niterói, Nossa Senhora das Graças, Nova Holanda, Planalto, Primavera, Oswaldo Machado Gontijo, Santa Lúcia/Sagrada Família, Santa Rosa, Santos Dumont, São José, São Paulo, São Roque, Serra Verde, Tietê, Vale do Sol.

O intervalo entre a 1 ª e 2ª dose é o seguinte: 

CoronaVac: 28 dias;

AstraZeneca: 8 semanas; 

Pfizer: 21 dias;

Janssen: dose única, intervalo de 2 a 4 meses. 

O reforço é aplicado apenas em pessoas com mais de 18 anos, quatro meses após a segunda dose – para gestantes, o prazo é maior, de cinco meses.

 

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