Casos de covid-19 crescem 48% nas últimas duas semanas

Comparativo é do mesmo período anterior em Divinópolis; subvariante é confirmada no Rio e preocupa Minas Gerais

Bruno Bueno

Divinópolis registrou aumento nos casos positivos de covid-19. Levantamento do Agora realizado ontem mostra que, nas últimas duas semanas, houve um crescimento de 48% em relação ao mesmo período anterior. 

Entre 11 a 24 de outubro, a cidade confirmou 12 novos casos. Já entre 25 de outubro a 7 de novembro, 23. Os números foram divulgados no boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).

Boletim

O boletim divulgado ontem pela Semusa registra 176.517 notificações da doença, sendo 76.425 em homens e 100.092 em mulheres. 41.877 casos foram confirmados. 18.334 são homens e 23.543 mulheres.

O número de casos descartados chegou a 5.591. 739 divinopolitanos morreram em decorrência do coronavírus desde o começo da pandemia. 395 homens e 344 mulheres, conforme a Semusa.

Internações

Ainda segundo a Semusa, apenas um paciente está internado com sintomas de covid no município, na enfermaria adulta do Hospital Santa Mônica. Nenhum caso de internação foi registrado nos leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Comparativo

Além dos 23 novos casos, Divinópolis também registrou 198 notificações e 14 casos descartados nas últimas duas semanas. O número de óbitos se manteve o mesmo. Na época, a cidade tinha três pacientes internados. Hoje, tem apenas um. A ocupação da enfermaria era de 4,11% e a de UTI, 0%.

Desde o boletim divulgado no dia 11 de outubro, quase um mês atrás, a cidade contabilizou 679 notificações, 35 novos casos e 22 pacientes recuperados. Uma nova morte foi registrada desde então. O número de pacientes internados era o mesmo de atualmente

Minas preocupa?

O boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) mostra que Minas Gerais registrou duas mortes por covid-19 nas últimas 24 horas. Curiosamente, nenhum novo caso foi contabilizado neste período. Ao todo, Minas tem 3,8 milhões de casos confirmados, 63 mil mortes e 38 mil casos em acompanhamento desde o início da pandemia.

A positividade de casos da doença cresceu de 2% para 6% no período de 22 a 29 de outubro no Estado. O levantamento foi feito pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS). O número ainda é considerado baixo, mas a proximidade da região com Rio de Janeiro e São Paulo preocupa.

— A positividade de testes não muda de forma síncrona, não existe uma sincronia. Geralmente, começa em alguns estados brasileiros e que, na maioria das vezes, estão localizados na região Sudeste (...) Por isso, vemos que, em questão de poucas semanas, essa mudança no cenário epidemiológico para essa doença se reflete de maneira muito rápida em outros estados, sobretudo os vizinhos — explicou o pesquisador científico do ITpS, Anderson Brito, em nota divulgada à imprensa.

O número de mortes e internações, contudo, não deve crescer com a chegada da nova onda.

Rio de Janeiro

Se em Minas a situação ainda é tranquila, o mesmo não se pode dizer do Rio de Janeiro, especialmente da capital. O Estado confirmou ontem a transmissão local da BQ.1, subvariante da ômicron. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio (SMS), o novo segmento está causando o aumento do número de casos da doença.

O Instituto Fiocruz já havia confirmado o primeiro caso da subvariante no sábado. A paciente é moradora da Zona Norte do município, tem 35 anos, tomou as vacinas e passa bem. A paciente não tinha histórico de viagem, o que comprova a transmissão local.

A positividade dos exames de covid no Rio de Janeiro triplicou nas últimas semanas.

Brasil

No último domingo, 1.077 casos e seis mortes por covid-19 foram registrados no Brasil. O número divulgado pelo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (MS) mostra que 34 milhões de casos e 688 mil mortes já foram contabilizadas desde o início da pandemia.

O boletim também registrou 86 mil casos em acompanhamento. 97,8% dos infectados se recuperaram da doença.  

A infectologista do Instituto Emílio Ribas, Rosana Richtmann, já fala em uma possível nova onda de covid no país. 

— Vemos uma maior procura no pronto-socorro, nos consultórios, nas farmácias. (...) É preciso observar o que ainda vai acontecer, mas a tendência é que estamos diante, sim, de uma nova de casos — comentou em entrevista à CNN.

 





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