Candidatos a deputado federal recebem mais recursos do Fundão

Números saltam de R$ 3,4 mi para R$ 4,2 mi; valores variam entre R$ 30 mil e quase R$ 2 milhões

Bruno Bueno

Faltam quase 10 dias para a disputa eleitoral e os candidatos correm para conquistar os eleitores. Santinhos, adesivos, impulsionamento de vídeos e outros materiais são utilizados para convencer os indecisos e reforçar o voto de apoiadores. O Fundo Especial de Financiamento de Campanha, popularmente conhecido como “Fundão Eleitoral”, é responsável por custear a maior parte dos gastos eleitorais. No início do mês, o Agora realizou um levantamento e mostrou que os seis candidatos a deputado federal do município receberam R$ 3,4 milhões.

No entanto, o valor se mostrou insuficiente para os gastos dos candidatos, já que a maioria recebeu novos recursos. Somados, os seis postulantes receberam R$ 4,2 milhões ao longo de toda a campanha. O aumento foi de 25% nas últimas duas semanas.

Total

O valor exato é de R$ 4.280.000,00. Os recursos destinados aos seis candidatos de Divinópolis variam entre R$ 30 mil e R$ 1,8 milhão. A média de valores recebidos é de R$ 713 mil por candidato.

Confira o ranking, atualizado às 15h de ontem:

  1. Gleide Andrade (PT) - R$ 1,8 milhão
  2. Laiz Soares (SD) - R$ 1 milhão
  3. Fabiano Tolentino (PSC) - R$ 800 mil
  4. Domingos Sávio (PL) - R$ 550 mil
  5. Sargento Elton (PMN)  - R$ 100 mil
  6. PC Produções (Cidadania) - R$ 30 mil

De acordo com a legislação eleitoral, cada candidato a deputado federal pode gastar, no máximo, o montante de R$ 3.176.572,53. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio da plataforma "Divulgacandcontas”. 

Comparativo

O primeiro levantamento também mostrou Gleide Andrade no topo do ranking dos candidatos que mais receberam recursos do Fundão. À época, o valor, segundo o TSE, era de R$ 1,5 milhão. Fabiano Tolentino aparecia em segundo com R$ 800 mil. Domingos Sávio (PL) e Laiz Soares (SD) com R$ 500 mil cada. Sargento Elton (PMN) tinha R$ 100 mil e PC Produções R$ 15 mil.

Veja o ranking das mudanças em relação ao levantamento feito no dia 6 de setembro:

  1. Laiz Soares (SD): + R$ 500 mil
  2. Gleide Andrade (PT): + R$ 300 mil
  3. Domingos Sávio (PL): + R$ 50 mil
  4. PC Produções (Cidadania): + R$ 15 mil

Os candidatos Fabiano Tolentino (PSC) e Sargento Elton (PMN) permanecem com o mesmo valor do último levantamento.

Outros recursos e despesas

Além dos R$ 550 mil do Fundo Eleitoral, Domingos Sávio recebeu o aporte de R$ 655 mil, o que totaliza um valor total de R$ 1,1 milhão para sua campanha. O restante dos recursos veio de doações e aportes próprios. Ele já gastou R$ 1,6 milhões. A maioria com materiais gráficos e produção de vídeos.

Os dados do TSE mostram que Fabiano Tolentino já gastou R$ 505 mil. Quase dois terços desse valor foram destinados a uma empresa que realiza serviços contábeis para a campanha e outra que produz materiais gráficos.

As despesas declaradas por Gleide Andrade já chegam a R$ 1,1 milhão. Os gastos se distribuem entre materiais gráficos e impulsionamentos. Laiz Soares gastou R$ 695 mil. A maioria em impulsionamento de conteúdo nas redes sociais.

A plataforma do TSE indica que o candidato PC Produções gastou apenas R$ 9 mil com um veículo para a campanha. Sargento Elton, por sua vez, utilizou R$ 11 mil. A expressa maioria em material gráfico.

Fundão

O Fundão Eleitoral foi criado em 2017 para suprir a proibição do financiamento privado. Em 2015, o Supremo Tribunal Federal (STF) impediu doações de empresas a campanhas políticas. O órgão alegou desequilíbrio na disputa.

A modalidade é composta de dotações orçamentárias da União que são repassadas ao TSE apenas em anos eleitorais. Em 2022, o valor aprovado pelos deputados foi de quase R$ 5 bilhões.

Calendário 

A legislação fixa datas importantes na reta final da disputa. Nenhum candidato poderá ser preso ou detido, salvo em flagrante delito. 

O dia 26 marca a última data para o registro de pesquisas de opinião pública realizadas em data anterior ao dia das eleições. A partir do dia 27, cinco dias antes das eleições, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido salvo em flagrante delito, sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto. 

Mais datas

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão do primeiro turno só poderá ser veiculada até 29 de setembro. Essa também é a data limite para reuniões públicas, promoção de comícios e debates televisivos. A divulgação paga na imprensa escrita e internet está liberada até o dia 30. 

O dia anterior à eleição marca o prazo final da propaganda eleitoral. Alto-falantes e amplificadores de som podem funcionar das 8h às 22h. Esse também é o horário para a distribuição de material gráfico, caminhada, carreata ou passeata, acompanhados ou não por carro de som. 

O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 2 de outubro.

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