Breno Mourão é condenado 11 anos depois

Acusado de planejar a morte do pai pegou 16 anos e dez meses de prisão, mas recorrerá em liberdade

Da Redação 

Onze anos depois, Breno Mourão sentou no banco dos réus. Ele é suspeito de arquitetar o assassinato do próprio pai, o empresário Geraldo Lucchese Dinho Mourão. O julgamento, que teve à frente o juiz Christiano Cesariano, foi ontem, e, devido ao caso ter repercutido e envolvido uma família tradicional, o salão do júri ficou lotado para acompanhar a sessão, que começou às 8h. Por volta de 17h30, saiu a sentença. Apesar do grande apelo da acusação, que teve um assistente contratado por uma irmã de Dinho Mourão, atuando junto à promotora, Breno vai responder em liberdade. A acusação pediu 40 anos de prisão, no entanto, a sentença foi de 16 anos e dez meses. A defesa de Breno, formada por dois advogados, classificou os argumentos da acusação de “sem fundamentos”. Afirmaram ter havido diversas contradições, quando se referiram às testemunhas de Breno Mourão e ligações telefônicas feitas e recebidas por ele dias seguidos após o crime. Pediram a absolvição do cliente, que não veio, mas vão recorrer da decisão. 

 

Entenda o caso 

Dinho Mourão tinha 71 anos quando foi encontrado morto às margens da MG-050 no dia 12 de agosto de 2010. O empresário estava dentro do carro ainda com o cinto de segurança. O corpo apresentava perfurações na cabeça e no peito. 

Informações da Polícia Civil revelaram à época que Dinho Mourão saiu do motel pertencente à família, onde morava, por volta das 19h com os vidros do carro fechados, causando estranheza, visto que se despedia sempre dos funcionários da portaria.

Segundo as informações, ele estaria acompanhado de uma pessoa que usava boné. Nesse sentido, as investigações chegaram à conclusão de que ele já saiu do local junto com o assassino. 

Dinho foi encontrado ainda com o cinto de segurança e perfurações de disparos na cabeça e no peito. Nenhum objeto nem o dinheiro que o empresário  portava na carteira foram roubados, sendo descartada a possibilidade de latrocínio.

 

Envolvidos 

Ao concluir as investigações, a PC, que à época tinha Leonardo Pio como delegado regional, afirmou que Breno Mourão seria o mandante do crime e que dois rapazes que foram a julgamento, um tempo depois, seriam os executores.

Cinco anos depois, os dois acusados, após cerca de 15 horas de júri, foram condenados. Um de 23 anos e outro de 26 pegaram 14 anos de prisão em regime fechado. Um deles pôde recorrer da sentença em liberdade. Já outro só ficou preso porque cumpria pena por outro crime.

 

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