Barrado

Barrado 

O desdobramento do projeto de reajuste dos servidores do Estado caminha para um clima nada amigável entre Romeu Zema (Novo) e Assembleia Legislativa de Minas (ALMG). Isso significa que nenhum projeto de lei pode ser votado nas próximas semanas. Para que os projetos sejam pautados, é necessário um acordo entre o Poder Executivo e a presidência do Legislativo, além dos líderes partidários. E, neste momento, o que menos se tem entre eles é parceria. 

Farpas 

A situação, que já não era boa, piorou e a tensão aumentou entre os principais poderes do Estado depois de Zema (Novo) e Agostinho Patrus (PSD), trocaram farpas no Twitter diante da derrubada dos vetos do governador ao projeto que concede reajustes aos servidores. O governador chamou o presidente da ALMG de “nocivo para o estado”, enquanto Patrus disse que Zema “é incapaz e que governa para os ricos”. Possível vice de Alexandre Kalil (PSB), adversário de Zema na candidatura ao Governo de Minas, o deputado deve engrossar o caldo ainda mais de agora para frente. 

 

Justiça 

Para piorar a situação, o governo reajustou em 23% o valor das diárias pagas a servidores estaduais que precisam viajar a trabalho. Os novos valores constam em decreto assinado por Romeu Zema (Novo) no Diário Oficial da última terça-feira. Agora, o valor das diárias varia entre R$ 258 e R$ 665 – antes, ficavam entre R$ 210 e R$ R$ 540. O aumento ocorre em meio ao enfrentamento entre os dois poderes, após Zema vetar as alterações feitas pela ALMG no reajuste para a Educação, Saúde e Segurança Pública.  Agora, o caso foi parar na Justiça e será decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Queda de braço que ainda promete. Só não pode é sobrar para a população, o que sempre acontece. 

Base extinta 

E os resultados negativos já começam a pipocar. O Bloco Deputado Luiz Humberto Carneiro, que forma a base do Governo do Estado, foi extinto na Assembleia na Casa Legislativa. A comunicação da Presidência com o conteúdo foi lida durante a Reunião Ordinária de Plenário desta terça. O motivo é o número insuficiente de deputados, já que o bloco parlamentar passou a ter apenas 15 membros e a quantidade mínima é de 16.

 

A redução se deu em função da desfiliação do deputado Neilando Pimenta do partido Podemos. Também, isso era hora de mudar de partido? Se bem que, em se tratando de político e, principalmente, em ano de eleição, o umbigo sempre vem em primeiro lugar. 

Ligada 

Como disse a cronista do Agora Marli Gonçalves, em seu texto nesta semana, pela profissão é impossível não ficar  ligada nos fatos que nos cercam no dia a dia. A  curiosidade nos mantém sempre sintonizadas nos fatos, mesmo não estando em dia de trabalho. Em se tratando de política, eles andam bem impressionantes. Seja na Câmara de Divinópolis ou na Federal, na ALMG, nos governos, neste ano de eleições, então! E as coisas pioram a cada dia, em especial as ligadas às características humanas. Eu que não me atrevo a apostar  que  esses comportamentos medíocres melhorem – se nem depois de uma pandemia catastrófica, isso acontece –, porque perco, e feio.  

Piores 

E não seria negativismo ou atrevimento afirmar que muitos saíram desta fase horrível piores, medrosos, medíocres, impacientes, egoístas. Como se ter sobrevivido não tivesse significado nada, não nos empurrasse para uma renovação interior depois de tantas perdas, angústias e sofrimentos. Enfim, cada um com a sua consciência. 

 

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