Bando de aproveitador

Bando de aproveitador 

Incrível como o brasileiro se aproveita de situações  para tirar proveito próprio. Depois ainda reclama que os políticos são dessa forma. E não poderia ser diferente. Afinal, de onde eles saem? Do meio do povo que se comporta do mesmo jeito. Divinópolis teve ontem à tarde um exemplo disso e deixou muita gente revoltada. Pouco tempo depois de a Petrobras anunciar o reajuste nos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, a movimentação da troca dos preços nas placas dos postos de combustíveis. Uma tremenda falta de respeito com o consumidor, visto que o aumento entra em vigor a partir desta sexta feira, 11.  O que dizer? Safadeza. O que fazer? Lamentar. Só isso que resta, pois, se depender de atitude de alguém em favor do pobre, esquece. 

Conversa fiada 

Era certo que a disparada dos preços do petróleo, devido à guerra na Ucrânia, mais cedo ou mais tarde, iria acontecer. Só não se esperava que seria um valor tão alto – em Divinópolis, quase R$ 1 de alta no litro — e que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e seu digníssimo presidente não cumpririam com suas palavras. Garantiram que não permitiriam o aumento no Brasil. Se não poderiam “segurar a bronca”, para que foram conversar fiado e encher tanta gente de esperança? Não por acaso, a credibilidade por lá deixa a desejar. 

Frustração é pouco 

Enquanto os preços, não só dos combustíveis, vão nas alturas – já que comer também está cada dia mais difícil –, a furada do programa Valor a Receber do governo federal vem causando frustração. Só propaganda enganosa e nada mais. Os valores recebidos até agora por algumas pessoas não passam de R$ 10. A aposentada Antonia Campos, 83 anos, passou a ser conhecida em todo o Brasil após descobrir que tinha na conta apenas R$ 2,84. Moradora em Natal, Rio Grande do Norte, fez muitos planos ao saber que tinha dinheiro esquecido em algum banco. O principal desejo era trocar de carro. Mas tudo não passou de um sonho, quando soube o valor que estava no banco. Mais uma prova de que no Brasil não se faz nada de graça. Nesse caso, o interesse era o voto, mas muita gente já caiu na real. 

Construir uma aliança 

E quando se trata de eleições e votos, sobram arranjos e falta vergonha na cara. Essa história da união do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-prefeito de São Paulo Geraldo Alckmin é uma pouca vergonha.  E nem precisa dizer por quê. E não se restringe a São Paulo. Já respinga em Minas Gerais. Em entrevista ontem à rádio Itatiaia, o petista disse que pretende conversar com o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), quando ele deixar o cargo atual para disputar o governo de Minas Gerais. Questionado se o PT faria exigência de lançar o senador numa eventual aliança com o PSD de Kalil, Lula disse ser “notório que o PT quer ter  Reginaldo [Lopes] como candidato ao Senado”. Ficou claro que, mesmo se as conversas com o PSD não derem em nada, Reginaldo é o candidato do partido ao Senado. Como uma aliança na visão dos chefes dos partidos precisa ser boa para os dois lados e nesse mundo a vaidade reina, a junção do PT com PSD pode dar choque, visto que cada um é mais “topetudo” e dono da razão do que outro. 

 

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