Arenga

Mais uma para variar. Incrível como a Câmara não passa um dia sem ter um  “tendepá”. A última envolveu até a Polícia Militar(PM). A primeira informação foi que o líder do governo na Câmara, Edsom Sousa (Cidadania), acionou os militares para registrar um Boletim de Ocorrência contra Ademir Silva (MDB) pela prática de fake news. A informação foi dada pelo próprio emedebista. Depois surgiu outra notícia de que Ademir é que tinha solicitado a presença da PM. Virou um “angu de caroço” que ninguém não entendeu, foi nada. 

CPI 

Os atentos aos fatos no grupos de WhatsApp na cidade, não perderam tempo. Fizeram várias postagens afirmando que tudo é respingo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar gastos da Secretaria de Educação (Semed), da qual, Ademir é o requerente. Como o vereador mais velho, cabe a Edsom convocar a primeira reunião da comissão, o que ainda não ocorreu. Algumas pessoas, incluindo o próprio Ademir chegaram a falar que o intuito dele é travar a investigação. No entanto, também nesta quarta-feira, só que bem mais cedo, visto que a confusão foi à noite, Edson havia  publicado, em suas redes sociais, um vídeo negando as acusações. Ele alega que não há prazo definido pelo Regimento Interno da Casa para a convocação. Está desse modelo!

Explicação

Diante de tanta polêmica e, em especial, muita conversa de quem não entende, o presidente da Câmara, Eduardo Print Jr. (PSDB), publicou nota esclarecendo que a Mesa Diretora cumpriu com todos os requisitos estabelecidos no Regimento Interno para a constituição das Comissões Parlamentares de Inquérito que foram publicadas em Portaria publicada em 2022. Nem precisava, mas tem gente que finge não saber, apenas para criar ingrisia. 

O motivo 

O requerimento foi assinado por sete vereadores: Edson Sousa, Ademir Silva, Lohanna França, Rodyson do Zé Milton, Israel da Farmácia, Josafá Anderson e Vereador Zé Braz. Já a nomeação da comissão – em Plenário Edsom Sousa pediu para participar, com o compromisso de encerrar as investigações em relação às denúncias na Secretaria Municipal de Educação em 60 dias, conforme a nota. Foi a partir daí que a situação complicou pelo fato de Sousa não ter gostado no “não” do presidente. Por sua vez, Print respondeu explicando que as nomeações respeitaram a proporcionalidade partidária. E a peleja segue. 

Fatos apurados 

Depois do seguimento do rito, nomeação e confirmação dos nomes dos vereadores a coisa esquentou, resultando na ocorrência de quarta a noite. Sobre o fato, a Presidência disse que tudo será apurado internamente pelos órgãos competentes.  Disse ainda que o poder Legislativo permanecerá ao lado dos episódios na apuração das denúncias apresentadas na certeza que a melhor arena para debates, embates e posicionamentos é a tribuna, espaço sagrado do parlamento.  Isso é fato. Mas, a maioria dos políticos, há muito trocou este palco da democracia pelas redes sociais. O resultado desastroso deste comportamento inadequado, aparece todos os dias. Lamentável. 

Greve na segurança 

Depois das polícias Militar e Civil protestarem por reajuste salarial, agora é a vez dos agentes da Polícia Federal (PF), manifestar pelo mesmo motivo.  O ato foi realizado também em Belo Horizonte ontem de manhã, na sede da instituição, no bairro Gutierrez, na Região Oeste da capital mineira. Os servidores são contra o anúncio do Governo Federal que divulgou 5% de aumento a todos os trabalhadores federais, o que revoltou a categoria. A classe cobra uma reestruturação da PF prometida pela União. Frases em faixas e cartazes cobravam do presidente Jair Bolsonaro que ele cumprisse o prometido. O sindicato que representa a categoria ameaça greve se não houver negociações até a próxima segunda-feira, 2.  A continuar assim, 2022 ficará marcado como o ano dos protestos e paralisações. E não é de hoje que a PF está insatisfeita com a forma que vem sendo tratada. Mais cedo ou mais tarde, isso iria acontecer. 

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