Após pressão, Prefeitura apresenta nova contraproposta de revisão salarial

Assembleia emergencial é convocada para a decisão dos servidores

 

Da Redação 

O cabo de guerra entre a Prefeitura de Divinópolis, o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e da Região Centro Oeste (Sintram) e o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal de Divinópolis (Sintemmd) continua. Após pressão dos sindicatos, que realizaram paralisação e manifestação contra o parcelamento de 9,63% referente à recomposição salarial dos servidores públicos municipais, na última terça-feira, 8, no Centro Administrativo, o Executivo Municipal apresentou ontem uma nova contraproposta de revisão salarial.

Conforme a nova investida da Prefeitura, o pagamento da recomposição salarial segue em duas vezes, sendo 5% na folha de fevereiro, e 4,63% na folha de maio, conforme anunciado anteriormente. Porém o Município se comprometeu a pagar na folha de junho mais 9,26%, referente aos meses de março e abril, correspondente à perda de 4,63% para cada mês.

No ofício encaminhado ao Sintram e ao Sintemmd, o prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (PSC), afirma que foi feita uma reavaliação da situação financeira do Município, sendo confirmado que não há condições de arcar com o pagamento do reajuste pleiteado no mês de março. O prefeito disse ainda que conta com o recebimento do IPTU e do IPVA para honrar a folha.

 

Nova votação

A contraproposta veio pouco depois da realização da última assembleia geral, realizada no dia 10 de fevereiro, quando os servidores aprovaram uma nova agenda de campanha para os próximos dias, incluindo protesto na Câmara, hoje, e manifestação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), para cobrar um posicionamento do deputado estadual, Cleitinho Azevedo (CDN), que prometeu à categoria que seria opositor do irmão caso a recomposição salarial não fosse paga em janeiro deste ano. 

Após a apresentação da nova proposta, os sindicatos convocaram ontem, em caráter de urgência, uma assembleia geral, para que os servidores decidam.

— Essa nova contraproposta será avaliada pelos servidores em assembleia cuja decisão é soberana. Fizemos essa convocação emergencial pois, se a categoria aceitar, ainda haverá tempo para aplicar a revisão na folha de fevereiro. Nossa intenção é evitar que as perdas continuem crescendo — disse a presidente do Sintram, Luciana Santos.

 

Município

Em nota, o prefeito disse que a situação do Município é delicada, o que não permite o pagamento da revisão salarial de forma integral. 

— Importante ressaltar que atualmente o Município se encontra em situação delicada, de reconstrução, com necessidades urgentes, como operação tapa-buracos, reformas das estradas rurais, reformas das unidades públicas. A situação não permite arcar com o pagamento do reajuste integral a partir de março, mas, contando com o recebimento do IPTU e com a parcela que o Município tem direito referente ao IPVA, além de cortar gastos em outras áreas, a gestão se esforçará para pagar, na folha do de junho, os valores referentes a 4,63% de cada mês, de forma retroativa— justificou.

 

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