Aníbal

JOÃO CARLOS RAMOS 

ANÍBAL

Aníbal Barca (247 a.C. - 183 a. C.) foi um memorável e feroz general cartaginês que conseguiu a proeza de fazer tremer a soberba do antigo Império   Romano.

Lembrado em filmes, documentários e livros de ensino estratégico, até hoje, desperta muitos para o gênio da guerra, nos múltiplos sentidos.    

Filho de outro grande general cartaginês, chamado Amílcar Barca, ele ainda adolescente, segundo as crenças bárbaras, teria aberto as vísceras de um animal, em um cerimonial profético, e jurado fidelidade absoluta a seu pai, seu povo e vingança atroz contra o Império Romano. Respirando vinganças, ele cresceu e iniciou sua luta implacável contra seu inimigo número um. Sua mente estava muito acima de seu tempo e suas estratégias revolucionaram o conceito da filosofia da guerra. "Contra um inimigo poderoso eu não posso usar apenas poder, mas, sobretudo, inteligência." Treinou algo praticamente inusitado - elefantes de guerra, em número de 40 - e homens que se comunicavam com eles, através de comida especial e gestos sanguinários. O escudo animal seria como uma muralha de inteligência e pavor. 

Contratou a peso de ouro os principais inimigos de seu inimigo. Iniciou, assim, uma jornada de vitórias, sendo cognominado pelo historiador militar Theodore Ayrault Dodge como "O pai da estratégia" e sendo admirado até por seus inimigos. Inspirou mais tarde o próprio Império Romano a melhorar suas táticas de guerra. Futuramente, Hitler fracassaria miseravelmente ao tentar imitá-lo, apenas parcialmente. Faltou-lhe a famosa astúcia da "paciência mortal" contra traidores e inimigos.

Napoleão Bonaparte também usou suas táticas de guerra e foi derrotado pelo veneno de seu próprio orgulho, não ouvindo seus generais, extremamente experientes. O lema de Aníbal era: "A vitória ou a morte" e "Ouvir sempre as paredes".

Desafiou todos os obstáculos, além de exércitos inimigos. Atravessou os Alpes gelados, pântanos contaminados etc. (algo impensável até então), para surpreender os inimigos, principalmente enquanto dormiam. Havia perdido um dos olhos, mas enxergava como a águia... Também perdeu parte substancial de seu exército, mas não perdia a coragem. Queria a todo custo banhar os seus pés no sangue dos Romanos e para isso não media consequências.

Seu pai havia morrido, mas seu juramento de criança jamais morreria. Por fim, traído, como todos os grandes homens, mas não amedrontado, preferiu o suicídio para não cair nas mãos dos vencedores. O grande guerreiro Aníbal deixou lições fantásticas para o mundo moderno: 1- O inimigo é fraco, diante do imprevisível.

 

2- Tudo posso, se quero.

3- A derrota é pior do que a morte.

 4- Astúcia deve sempre se unir a força.

 5- O inimigo é grande apenas quando queremos. 

6- Devemos estabelecer um alvo e preparar planos  infalíveis, antes do ataque. 

7- O sol se põe apenas à noite e ainda é substituído pelas estrelas.

Relembramos o grande poeta Gonçalves Dias:

"A vida é luta renhida. Viver é lutar. Aos fracos abate e aos fortes, só pode exaltar".

Que Deus nos ilumine!

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