Alunos da rede municipal são dispensados do uso de máscara

Cidade está 20% abaixo da recomendação estadual para a desobrigação; baixa ocupação hospitalar é uma das alegações da Prefeitura

 

Matheus Augusto

O uso obrigatório de máscara está revogado em Divinópolis. O decreto que torna a proteção facial opcional em locais fechados foi publicado ontem no Diário Oficial dos Municípios Mineiros. 

A decisão, afirma o texto, tem como base o fim do estado de calamidade pública, o encerramento do plano Minas Consciente, a significativa baixa na ocupação de leitos hospitalares, o estágio avançado da imunização e o cenário "prospecto e favorável e a necessidade reprimida quanto à retomada de nossas rotinas, convivência e vida social após longo período de dois anos de enfrentamento da pandemia, mediante isolamentos, restrições e distanciamento”. 

O prefeito Gleidson Azevedo (PSC) classificou a decisão como mais um passo em direção ao retorno da normalidade. 

— Ao analisar todo este cenário favorável, a decisão se torna importante diante da necessidade reprimida de todos nós retomarmos nossas rotinas, convivência, nossa vida social, após esse longo período de dois anos de enfrentamento da pandemia, com tanto isolamento, restrições, distanciamentos — afirmou.

 

Exceções

Em algumas situações, o uso de máscara continua obrigatório, orienta a Prefeitura. Em ambientes coletivos, como no transporte público, a proteção facial segue necessária. 

Pessoas com mais de 60 anos ou com comorbidades de complicação da covid-19 e cidadãos com sintomas de gripe também devem continuar com o uso da máscara.

Por fim, serviços ligados à saúde devem seguir as orientações do Ministério da Saúde quanto à proteção facial, tanto pelos profissionais quanto pelos usuários.

A Secretaria de Saúde alerta, ainda, que as demais medidas preventivas contra a doença continuam: higienização regular das mãos e manutenção da ventilação adequada em locais fechados. 

Os eventos continuam obrigados a seguir os protocolos da Vigilância Sanitária. 

O texto determina, ainda, o fim da adoção das ondas do Minas Consciente e do sistema de trabalho de divisão de equipes e turnos na administração pública, instituído devido à pandemia. O programa estadual de retomada da economia não é mais utilizado pelo governo estadual.

 

Educação

Em nota informativa, com base nas orientações da Vigilância Sanitária, a Secretaria de Educação (Semed) informou que desde ontem o uso de máscara deixou de ser item obrigatório dentro do ambiente escolar. 

— A família que optar pelo uso da máscara nos ambientes de ensino não será proibida — comunica o órgão.

O aluno com algum sintoma gripal deverá cumprir o isolamento.

 

Recomendação deixada de lado

Em Divinópolis, segundo o vacinômetro estadual, apenas 49% dos moradores (cerca de 89 mil doses) receberam o reforço. A cidade ainda tem 90% de cobertura de 1ª dose e 83% de 2ª.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), apesar de reconhecer a autonomia dos municípios sobre a decisão, recomendou como critério o mínimo de 80% da população com duas doses e 70% com a dose de reforço. Na época, o secretário Fábio Baccheretti reforçou a importância do reforço para evitar o desenvolvimento de sintomas graves, especialmente em idosos, e, consequentemente, a pressão sobre o sistema hospitalar.

— O reforço foi fundamental para diminuir a gravidade de pessoas que adoeceram — afirmou.

Ele ressaltou também que a desobrigação do uso de máscara não deve constranger aqueles que ainda querem manter a proteção facial, especialmente em ambientes de aglomeração ou com a presença de pessoas vulneráveis à doença, como em reuniões familiares com idosos. 

— A máscara continua sendo muito importante para proteger um ao outro — finalizou.

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