Alto número de profissionais da saúde afastados agrava sobrecarga na saúde e atrasa meta de zerar cirurgias eletivas

Ao todo, mais de 350 mil mineiros aguardam na fila por um procedimento.

Afastamentos

Um dos problemas enfrentados no estado, afirmou o secretário de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Fábio Baccheretti, em coletiva ontem, é o afastamento de profissionais de saúde por doenças respiratórias. Com isso, a demanda por atendimento continua alta, mas com menos servidores disponíveis. 

— Mesmo com sintomas leves, esses profissionais precisam se afastar. O pico chegou e agora precisamos garantir duas ou três semanas de maior pressão sobre o sistema de saúde — afirmou.

Baccheretti citou que, no passado, devido ao fechamento total ou parcial do comércio, havia pouca procura por atendimento em outras áreas (acidentes, traumas etc.), o que facilitava o remanejamento de funcionários. Por isso, no atual cenário de normalidade, os afastamentos são mais difíceis de lidar.

A quantidade de servidores na saúde contaminados, afirmou, levou à lentidão do processo de cirurgias eletivas. O objetivo era acelerar o processo e zera a fila de espera, no entanto, será preciso mais tempo para alcançar a meta. Ao todo, mais de 350 mil mineiros aguardam na fila por um procedimento. 

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