Alerta de greve

Alerta de greve

A exemplo da semana passada, esta começa mais curta com o feriado de Tiradentes na próxima quinta-feira. Até lá, discussões e decisões importantes devem ocorrer. Uma delas é no transporte público por parte dos trabalhadores que ameaçam greve.  O não reajuste da passaginha nos últimos dois anos reflete diretamente na decisão das empresas em contemplar a categoria. O valor reivindicado pelos motoristas/cobradores é de 22%, além de uma compensação por exercer as duas funções. Uma reunião ontem com decisão prevista para hoje deve bater o martelo.  A expectativa do sindicato que representa os trabalhadores é de que haja um desfecho favorável, visto o aporte que a Prefeitura passará ao consórcio formado pelas empresas do transporte. O dinheiro visa exatamente repor parte do prejuízo causado pelo não aumento do vale-transporte. Caso contrário, há, sim, a possibilidade de greve. Nesse caso, a população, que foi poupada do reajuste, pode sofrer as consequências de ficar sem o transporte. É a famosa frase: “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”!

Comissão trabalha 

Outro tema que entra nos assuntos importantes da curta semana é a denúncia de infração político-administrativa contra o vereador Diego Espino (PSC), de autoria de Flávio Marra (Patriota). Nomeada pela Câmara logo após a votação da denúncia, na terça-feira passada, a comissão processante já começou a trabalhar. A primeira reunião ocorreu na quarta-feira, um dia após a nomeação. E olha que os nomes de Israel da Farmácia (PDT), como presidente; Ademir Silva (MDB), relator; e Wesley Jarbas (Republicanos) membro só foram publicados no Diário Oficial dos Municípios Mineiros de quinta-feira, 14.  O encontro serviu para definir alguns pontos da difícil análise que será feita nos próximos dias. Lembrando que a previsão é que esse trabalho dure cerca de cinco meses. A votação foi apertada, 9 a 9. Coube ao presidente da Casa, Eduardo Print Júnior (PSDB) o voto de desempate, a favor da apuração dos fatos. Para ser aprovada após a análise da comissão, a cassação de mandato precisará de 12 votos favoráveis, o que na opinião de “conhecedores” dos trâmites é muito difícil. A depender, é claro, do poder de convencimento de ambos os lados. 

Se defendeu 

Por sua vez, Diego Espino afirma ser vítima de "perseguição política", que os fatos já foram discutidos e arquivados pelo Conselho de Ética da Câmara. Diz que está tranquilo. Tanto que apresentou todos os documentos com os pareceres do conselho, os quais serão detalhados pelo Agora na edição desta quarta-feira e que continuará informando todos os detalhes desse processo que ainda promete. 

Não aprende 

Pode parecer estranho, contraditório e questionável. Mas a verdade é que entra eleição, sai eleição e o eleitor brasileiro até hoje não aprendeu a importância do voto.  Por incrível que pareça, a maioria acha que tudo acontece por causa da política, ou melhor, dos políticos. Ledo engano. Mal sabem que o ocupante de um cargo escolhido pelo povo não passa de seu empregado que administra ou destina seu dinheiro pago com centenas de gotas de suor.  Quem sabe um dia aprende que não tem político que traz benefícios porque é bonzinho e gosta de fulano ou beltrano. Apenas devolve o que é pago pela população que, na maioria das vezes, não vê um centavo de volta, principalmente na Saúde. Momento oportuno para começar a mudar esta realidade. Afinal, outubro está logo ali. 

Tática pura

Não passa de estratégia. Isso mesmo. É como são construídas as campanhas eleitorais para se chegar à vitória.  Alguém já tentou compreender, por exemplo, a razão para a escolha de determinado candidato? Muito se vê indignação ou busca de respostas sobre o porquê de um amigo, familiar ou alguém próximo optar por tal político. Comportamento eleitoral realmente difícil de entender. No entanto, não passa de táticas muito bem montadas que visam causar efeitos em um público específico – para não dizer manipulável – que podem se refletir diretamente nas urnas. Com as redes sociais, então, facilmente aceitas e que servem de referência para muitos, a situação só se agravou. Basta um vídeo, uma música e uma dança, pronto. A conquista é imediata. As situações são diversas, mas, explicar o comportamento do eleitor, nem Freud. 

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