A Odisséia brasileira

Há um cavalo de Tróia dentro dos portões da democracia do país, pronto para soltar assassinos e saqueadores após as eleições. Ele está estacionado no campo econômico, devidamente construído pela dupla: 1. Pessoa que ainda ocupa a Presidência, o “brochável da moral”; 2. Pessoa que ocupa o Ministério da Economia (o escondido “Chicago boy”).

Parece claro que muitas pessoas ainda não atinaram para as dificuldades de se viver na guerra desse país, nas batalhas da cesta básica, para os diminutos carrinhos de supermercado, para as geladeiras em limbo, nas prestações de escola  que berram como Cérbero, boletos em serpentes de internet, os Gárgulas do telefone, luz, água, medicamentos, consultas médicas, as Górgonas dos preços das mercadorias e aumentos mensais, inclusive na diminuição das parcelas do cartão de crédito por conta  dos aumentos constantes.

Nesse mesmo lastro, algumas pessoas ainda não atinaram para o fundo do Tártaro do desemprego, taxa de inflação, queda assustadora do PIB (Produto Interno Bruto), ou mesmo o Hades da corrupção da família miliciana, desvios, orçamento secreto, pobreza e fome.

Tudo isso passa(ndo) “in albis” graças a feitiços conjugados pelas bruxas da inércia do fiscal da lei em face dos diversos delitos praticados pelo public crime government. Mas a questão omissiva pior é da grande Megera: a mídia repugnante.

Chega a dar asco perceber como a grande mídia não colabora com o mínimo do “the name and the shame” em desfavor do atual governo e suas falcatruas, desde o crime organizado ligado à bozomilícia que matou Marielle, passando por Queiróz, os irmãos bozometralhas, as ex-esposas e suas casas, os ex-ministros e suas corrupções, o orçamento secreto, os crimes contra o Estado Democrático, contra a religião, a omissão do PGR, o conluio com o Cíclope do “centrão”. NADA É ESCLARECIDO!

A grande feiticeira midiática não esclarece nada. Permanece plácida diante do horror econômico que está por vir, muito diferente do que fazia antes quando agredia sistematicamente um governo democrático e popular dos trabalhadores. Aliás, fizeram (até) feitiços para que desaparecessem os trabalhadores do país, todos transformados em empreendedores, colaboradores ou catadores de si mesmo e de nada.

Não deveria ser possível que o povo brasileiro tivesse que tolerar mais quatro anos de violência e corrupção dessas “pessoas de bem” armadas de ódio e de um deus estranho, violente e rancoroso, como se o artefato de disparo gratuito fosse a bíblia do tiro-nosso-de–cada-dia.

A mídia tem que rever seu papel nos flagelos gerais que provoca e, por conseguinte, ser responsabilizada devidamente por verdadeiros fiscais da lei, os quais deveriam voltar para Ítaca e a salvá-la, como Ulisses.

Atualmente, lidar com informação é lidar com vidas. É salvar ou matar. É perfeitamente factível que se mata e se salva pessoas pela informação e a CPI da informação covid demonstrou isso.

É assustador que o responsável maior pela tragédia brasileira instalada ainda seja protegido pela mídia, assim como sua família e seus ministros, assim como seus oficiais e seus pastores de araque.

Ora, o povo não é “burro”, nem ignorante, mas feito como tal. Os aparelhos ideológicos do estado, como Circe, é que fabricam um povo “burro” e ignorante para suas pretensões insólitas. Caberia a (uma) mídia democrática contribuir para a libertação do povo das penumbras da ignorância. É árduo e difícil viver e conviver com a ignorância.

É esta mesma ignorância que crucifica, mata e depois morre, esperando ser perdoada por aqueles que ela mesma matou. Amém mais não. Chega!

 

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