A luta é de todos

A luta é de todos 

A Prefeitura de Divinópolis divulgou, nesta semana, um chamado urgente convocando 12.466 pessoas que estão com a segunda dose da vacina contra a covid-19 em atraso. Convocação chocante, visto que, paralelo a isso, as informações sobre o controle da pandemia têm trazido não só fôlego e esperança, mas também a certeza de que a imunização é o único caminho para sairmos deste pesadelo. A incredulidade chega a tomar conta, pois o que todos desejaram até o último fio de cabelo foi que uma solução para este gigantesco problema de saúde pública chegasse, e, quando ela chegou, ainda existem aqueles que insistem em agir com total falta de responsabilidade, empatia e amor ao próximo. Chega a beirar a surrealidade, afinal, está mais do que bem explicado que apenas uma dose da vacina não garante imunidade contra o vírus.

Mesmo com todos os fatos científicos e evidências jogados “na mesa”, ainda há muitos que insistem em agir como se os seus atos não refletissem no outro. O país superou a pior fase da pandemia. Os dados epidemiológicos mostraram melhoras após o avanço da vacinação Brasil afora e tudo está provado nos mínimos detalhes da melhora nos índices, e corre-se o risco  de todo o esforço ir por “água abaixo” por causa daqueles que insistem em ser irresponsáveis. E, de irresponsabilidade, o povo brasileiro entende bem. Quando as únicas medidas de prevenção contra o coronavírus eram usar máscara, utilizar álcool em gel e manter o distanciamento social, é claro, o que não faltou quem descumprisse todas as regras. Aglomeraram, sem máscaras, sem empatia, e “ajudaram” a implantar o caos total. 

No meio daquele “tsunami”, de transferências, de faltas de leitos, de pessoas morrendo sem ar, com falta de medicamentos para intubar, de dados epidemiológicos que eram os piores possíveis, óbvio, tinham aqueles que viviam como se não houvesse manhã. E, hoje, claro, mesmo com a vacina disponível para todos, há milhares que insistem nessa postura. Mas o grande “x” da questão é que esse comportamento não coloca apenas essas pouco mais de 12 mil pessoas em risco, mas todos ao seu redor, pois está – também – mais do que explicado que a vacina não previne a doença, mas suas formas graves. Engana-se quem pensa que tudo acabou e que não há possibilidade de voltar. A luta contra o “inimigo invisível” continua e agora, mais do que nunca, é primordial que todos estejam unidos em um único propósito: a vacinação. 

A ciência provou, e os dados epidemiológicos também, que vacinas salvam vidas. E, ao revisitar um passado não tão distante, pode-se recordar – e lamentar – as vidas milhares de vidas perdidas justamente por falta de vacina. Quantos pais, quantas mães, filhos, tios, primos, avós, amigos queridos se foram, porque aqui a vacinação começou tarde demais? Quantos sonhos, planos foram interrompidos no meio do caminho? E é justamente para que famílias continuem inteiras essa batalha para que essas 12 mil pessoas tomem a segunda dose. A luta não é só da Prefeitura, do Estado e das autoridades de saúde, é de todos nós. 



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