A geração que vai transformar o Brasil

A geração que vai transformar o Brasil

Laiz Soares

Se tem um discurso que não condiz com a realidade é aquele que desmerece a força do jovem no Brasil. “Jovens só pensam em festa”, “jovens não sabem sobre política”, “a nova geração está perdida”.

Nossos jovens não são uma geração destruída! Pelo contrário, já perdi a conta de quantas notícias recebi em Divinópolis de prêmios nacionais e internacionais dos alunos do Cefet: são meninos e meninas menores de idade que já se mostram grandes futuros cientistas.

São incontáveis os adolescentes que vieram conversar comigo sobre o sonho de transformarem a política no Brasil: são jovens que já realizam projetos sociais e pensam no coletivo. Em palestras nas escolas de Divinópolis e região, ouvi jovens com propósitos que sonham com o futuro profissional, com planos para construção de suas casas e com suas formações. 

A nova geração não está perdida, ela está desgovernada. Não vemos investimentos do atual governo para a juventude. E para piorar, antigas conquistas como o Programa Universidade para Todos (ProUni) passam por sucateamento. Em 2021 na educação, por exemplo, 668 municípios de Minas não destinam 70% do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para pagamento de servidores da Educação.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice de jovens desempregados é bem maior, enquanto a população economicamente ativa geral apresenta 14,7% de desempregados. Na faixa etária de 14 a 17 anos, 46% estão em busca de trabalho. E, de 18 a 24 anos, o desemprego afeta 31% das pessoas.  

Nossos jovens não podem ser ignorados! A taxa de desemprego global já recuperou para níveis pré-covid, mas a dos jovens subiu. Essa falta de oportunidades no mercado de trabalho, mais a redução de boas opções e bons salários, pode se perpetuar por toda a carreira desses jovens! Essa consequência é chamada de “efeito cicatriz”.

Neste ano chegou a hora de mudarmos isso! Assim como os jovens foram ignorados pelas políticas públicas, são eles que também podem transformar a política brasileira. Mais de 7 milhões de jovens entre 16 e 17 anos podem votar nas eleições de 2022.

Esse número pode ser decisivo em uma eleição. Nas eleições presidenciais de 2014, a diferença entre o primeiro e segundo colocados foi de menos de 3,5 milhões de votos. A juventude brasileira é uma potência e para fazer parte da principal decisão do nosso país é preciso que os jovens que completam 16 anos até outubro tirem seus títulos de eleitor pelo site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A regularização vai acontecer até o dia 4 de maio.

 

O voto é direito que conquistamos a partir de muita luta, ele é a maior expressão da democracia. Mas, acima de tudo, é uma responsabilidade que deve ser tomada com consciência.

Precisamos de políticas públicas focadas na entrada de jovens no mercado de trabalho, com cursos técnicos e profissionalizantes e mais investimentos na educação brasileira. É hora de alcançarmos esses projetos necessários por meio do voto.

 

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