A cultura em rimar

 

Uns anos atrás eu escrevia colunas em prosa e rima, tanto que resultou em um livro chamado “Tentativas, 70 crônicas em Prosa e Rima”. Algumas pessoas me pedem para vez ou outra voltar a escrever assim e atender o leitor é uma satisfação, com isso primeiro vamos falar sobre o que é rima.

É inegável que o homem é um ser musical, ou seja, sem a música a vida perderia uma parcela significativa de sentido. Você concorda?

Percebendo isso, os gregos começaram a utilizar recursos sonoros em suas produções textuais. Isso reflete um pouco sobre o modo como os poemas surgiram no mundo e sobre o que é rima.

Na época, a escrita não era um recurso acessível e amplamente usado como nos dias atuais. Devido a isso, a oralidade era extremamente relevante para as discussões que ocorriam nas partes centrais das praças.

E, tornar o som agradável é um recurso bastante útil e inteligente para alcançar de forma eficiente um indivíduo, você não acha? Os gregos, muito espertos, logo sacaram isso!

Assim, as frases começaram a ser pensadas com intuito de terem musicalidade, sonoridade e ritmo. De forma rápida e básica isso já dá uma luz sobre o que é rima.

Antes de continuarmos, vamos entender um pouco a sutil diferença entre essas três palavrinhas?

Musicalidade: Refere-se a algo que é musical, que tem características musicais. Portanto, em relação ao gênero textual poema, sinaliza seu caráter musical.

Sonoridade: Refere-se ao som, ou seja, as rimas são criadas para que um poema tenha um som agradável. 

Ritmo: É uma alternância desses sons, digamos que ele que dá gingado ao poema.

Todos esses recursos são empregados por meio dos versos, aquelas famosas linhas do poema. Mas como isso acontece? É simples e faz parte do entendimento sobre o que é rima, vamos descobrir agora!

Isso ocorre por meio da combinação fonética (da pronúncia, som) do final das palavras e da devida posição que ocupam nas estrofes(conjunto de versos).

Essa combinação pode ser caracterizada por sons idênticos como nas palavras “cedeste” e “morreste” ou semelhantes como nas palavras “diferente e doende”. Perceba que no primeiro exemplo, as sílabas poéticas (sílabas das palavras de um poema) não sofrem alteração. 

Já no segundo, há uma pequena mudança fonética representada pelas letras “t” e “d”, contudo, sem prejuízo para a combinação de sons. Agora o poema está até parecendo um instrumento musical.

Na verdade, se pararmos para pensar, toda música é um poema. Ela só passa a ser chamada de música após ser cantada por alguém e acompanhada por um ou mais instrumentos. Portanto, a indagação sobre o que é rima permeia de forma marcante as nossas vidas.

Sendo assim vamos brincar, rimar, fico no aguardo de mais sugestões.





Alguns trechos de frases a respeito do tema abordado

Eu não sentia nada. Só uma transformação pesável. 

Muita coisa importante falta no nome.

Guimarães Rosa

 

A vida não é  um texto limiar

É em pé ficar

Depois deitar

Batalhar 

E descansar

Escrivinhar 

E rimar 

(Welber Tonhá)

 

Poeta não é somente o que escreve.

É aquele que sente a poesia, se extasia sensível ao achado de uma rima à autenticidade de um verso.

Cora Coralina

 

“A Igreja precisa se opor às 'marés' de modismos e das últimas novidades...".

(Papa Bento XVI)

 

Eu queria terminar com uma rima mais pesada, mas se eu não posso dizer que EU TE AMO, eu prefiro não dizer nada!

Projota

Escrevi poema de rima e beleza

Diga a ela que sirva a mesa, seu sonho de amor

Recoloquei tinta na minha aquarela

A mais bela pintura, você traduzida em cor

O Teatro Mágico

 

Meus versos é como semente

Que nasce arriba do chão;

Não tenho estudo nem arte,

A minha rima faz parte 

Das obras da criação

Patativa do Assaré

 

Ah, quem me dera ser poeta

Pra cantar em seu louvor

Belas canções, lindos poemas

Doces frases de amor

Tom Jobim 

 

Mas quem sente muito, cala;

Quem quer dizer quanto sente

Fica sem alma nem fala,

Fica só, inteiramente!

 

Mas se isto puder contar-lhe

O que não lhe ouso contar,

Já não terei que falar-lhe

Porque lhe estou a falar...

Fernando Pessoa 



Continuamos a falar um pouco sobre os prefeitos na história de nossa cidade. Agradeço o acesso a essa pesquisa ao amigo Marcos Crispim do Arquivo Público de Divinópolis.

 

-  VLADIMIR DE FARIA AZEVEDO - Prefeito eleito. 

 

- 36ª. Gestão (01/01/2009 a  31/12/2012); . Vice-Prefeito: José Francisco Martins; 

- 37ª. Gestão (01/01/2013 a 31/12/2016) / Vice-Prefeito: Rodrigo Resende.

  

Prefeito eleito. Natural de Divinópolis, filho de Hilário de Oliveira Azevedo e Ana Lúcia de Faria Azevedo. Músico, dirigiu a orquestra Vereda Tropical. Economista, especialista em gestão pela qualidade total. Pós graduando em Sistema de Administração Pública Municipal. Eleito pelo PSDB em 03/10/2001 e empossado em 01/01/2001, com mandato até 31/12/2004. Líder da bancada do PSDB de 2001 a 2004. Diretor de Administração da Prefeitura Municipal de Divinópolis de 1997 a 2000. 

 

Principais realizações: Início das obras do Hospital Público Regional Divino Espírito Santo, Estação do Tratamento de esgoto (ETE) do Itapecerica; o prédio do Centro Administrativo da Prefeitura; duplicação da MG-050. De todas as obras a única entregue foi o Centro Administrativo. Desativou o Pronto-Socorro no Centro e inaugurou a obra UPA Padre Roberto e a Instalação do Samu.

 

Tem pauta sobre a cultura? Envie para [email protected]

Welber Tonhá e Silva 

Imortal da Academia Divinopolitana de Letras, cadeira nº 09

Historiador, escritor, pesquisador, fotógrafo e fazedor cultural.

Instagram: @welbertonha

Comentários
×