A cultura da reciprocidade

A cultura da reciprocidade

Vivemos em sociedade, não somos autossuficientes para nossa existência, precisamos do outro. Baseado nisso, o que você oferece é o mesmo que exige, ou o mesmo que recebe?

Raramente oferecemos aquilo que recebemos, e, sendo assim, não somos totalmente recíprocos. Vivemos em busca do  “eu quero”, “eu preciso”, e deixamos de olhar para o que querem de mim, o que precisam de mim. A equalização dessa troca resulta em uma vida melhor em família, com amigos, colegas de trabalho ou na escola, mas, principalmente, na vida afetiva. 

Você reclama de não ser incluído socialmente, mas também não permite a outras pessoas se socializarem com você. Você sente falta de uma visita familiar, mas não vai visitar ninguém; gostaria que te ligassem, mas não liga. Está  carente de uma palavra afetiva, um carinho, ou uma insinuação amorosa do parceiro, mas não propõe o mesmo. Se você é assim, você não pratica a cultura da reciprocidade, e a probabilidade de sua vida estagnar, decair ou resultar em solidão é grande. Praticando a cultura da reciprocidade, você com certeza sentirá a leveza da vida. A vida é fácil, nós,  humanos, é que complicamos ela.

Alguns trechos de frases e poemas sobre a reciprocidade.

Não suporto meios termos. Por isso, não me doo pela metade. Não sou sua meio amiga nem seu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada.

(Clarice Lispector)

Ou me quer e vem, ou não me quer e não vem. Mas me diga logo pra que eu possa desocupar o coração.

(Caio Fernando Abreu)

 

A melhor cura para o amor é ainda aquele remédio eterno: amor retribuído.

(Friedrich Nietzsche)

 

Não sou fraco, nem duro

Entrego o que tenho de mais puro

Amigo, família ou amor

sem nenhum temor 

Sem frieza, só ofereço calor

Com alma banhada de saudade

Transbordando de vontade

O que  acalenta é a reciprocidade 

 

(Welber Tonhá)



Todos querem o perfume das flores, mas poucos sujam as suas mãos para cultivá-las.

(Augusto Cury)

Duplo lançamento em Cajuru

O professor Charles Guimarães está envolvido em um duplo lançamento de livros em Carmo do Cajuru. Hoje, às 19h, na Escola Padre João Parreiras Vilaça, ele apresenta a obra que organizou com estudantes do 9° ano, intitulada: “O Fundamental em Nossas Vidas”. A obra traz uma coletânea de depoimentos dos estudantes e conta com apoio da direção da escola por meio da diretora Juliana. Já na sexta, 10, às 19h, na Biblioteca de Carmo do Cajuru, Charles lança seu livro “Contos e Crônicas Na Boca da Mata”. 

 

Exposição de Artistas 

Acontece nesta sexta, a partir das 19h, no Bar da Claudete, a exposição coletiva de Ploc, Lucas Wolfat, Artdisilva e Gioz, o som é por conta do DJ Samthi.

O Bar da Claudete fica na rua Paraná, 642, Centro, Divinópolis. 

Tem pauta para sobre a cultura? Envie para [email protected]

Welber Tonhá e Silva 

Imortal da Academia Divinopolitana de Letras, cadeira n° 09

Historiador, escritor, pesquisador, fotógrafo e fazedor cultural.

Instagram: @welbertonha

 

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