A bola da vez

A bola da vez

Há um dito popular que o ano só começa no Brasil depois do Carnaval. Pois bem, 2022 então está oficialmente iniciado e, claro, junto com ele, a corrida eleitoral. O “tempo de promessas” está chegando e, ao que tudo indica, candidatos, discursos, promessas e vídeos não vão faltar. Vai ter para todo gosto. E, como em Divinópolis tudo isso é visto em todas as campanhas, é possível até mesmo fazer uma aposta: qual a bola da vez? Por aqui tem-se os mais variados assuntos: Hospital Público Regional, Copasa, obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Itapecerica, infraestrutura dos bairros da cidade, duplicação da MG-050, e, entrou por último, a covid-19. O que não vai faltar para os – muitos – candidatos são pautas para serem trabalhadas nas eleições deste ano.

Engana-se quem pensa que todo este cenário está longe de ser montado.  O jogo já começou e, devido ao alto número de candidatos que Divinópolis terá no pleito, a única certeza que se tem no momento é que a corrida pelo poder será intensa e, claro, vai valer de tudo, mas tudo mesmo! Para os eleitores, além de cautela na hora de analisar para escolher seu candidato, restará “apertar os cintos”, pois, além do tempo de promessas, chegará também o “tempo de fake news”. É praticamente impossível, hoje, falar de eleições e não falar delas. Infelizmente, elas estão ali, de mãos dadas, definindo o rumo e o futuro do país. Está mais do que evidente que 2022 será um ano árduo. Além de a escolha dos governantes do País e do Estado ser uma imensa responsabilidade, o eleitor terá que aprender a lidar com o que é fato, o que é opinião, o que é real, o que dá para ser feito e o que é apenas mais uma promessa.

Apesar de já estar mais do que comprovado que a humanidade vive a “A Era da Burrice”, é mais do que necessário que a sociedade dê passos rumo à racionalidade. Afinal, não há mudança sem esforço. E, se todos pregam que querem um país melhor, um futuro melhor, este cenário só mudará com as decisões e escolhas feitas agora, no presente. Se, de um lado, os candidatos terão pautas em abundância para gravar seus vídeos, fazer suas promessas, seus discursos bonitos e as já conhecidas trocas de acusações, por outro, o eleitor terá um grande aliado: o questionamento. Sim! Talvez seja mais fácil falar do que fazer, mas se dar ao benefício da dúvida já é um grande passo rumo à tão sonhada e esperada mudança. Se questionar, e questionar os candidatos, não acreditar naquele velho – agora novo – discurso de “nova política” já é um grande passo.

Discussões inúteis, intermináveis, agressivas. Gente defendendo as maiores asneiras e se orgulhando disso. Pessoas perseguindo e ameaçando as outras. Um tsunami infinito de informações falsas, este é o atual cenário que a humanidade enfrenta e é justamente isso que todos têm obrigação de mudar, e sim, um voto na urna faz toda a diferença. Pois é fato que não é com discursos que se muda o mundo, mas com ações, e está mais do que provado que a humanidade retrocedeu. Agora é correr atrás do prejuízo e recuperar o juízo. 

 

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