10 indicativos de provável não ocorrência de eleições

CREPÚSCULO DA LEI – Ano IV – LXXXII

 

10 indicativos de provável não ocorrência de eleições 

PRIMEIRO. Agindo livremente e instruído pela doutrina trumpista de Steve Bannon, a pessoa que ocupa a presidência tem planejado e perpetrado ataques e ofensas constantes ao sistema eleitoral brasileiro, buscando difundir a discórdia e a desconfiança para implantar uma estrutura adequada às suas pretensões fraudulentas através do voto impresso, buscando evitar a inevitável derrota humilhante e sua consequente prisão por dezenas de crimes contra as pessoas, contra o Brasil e contra a humanidade;

 

SEGUNDO.  Atuando na mecânica do crime organizado e institucionalizado, os filhos da pessoa que ocupa a presidência agem na estética das inverdades odiosas, paranoicas, corruptoras, estimuladoras da violência interna e contra a ordem republicana, sem que sejam contidos e a escambo criminoso de diversos afastamentos de autoridades que tenham tentado o dever de investigá-los;

 

TERCEIRO. Todas as ações da pessoa que ocupa a presidência e sua família em detrimento da nação brasileira - e suas estruturas democráticas - são acobertadas por uma procuradoria imoralmente inerte, desidiosa e conivente, enquanto aufere vantagens em níveis diversos, desde o econômico ao sócio-político, optando pela manifesta incapacidade de qualquer (re) ação constitucional, até mesmo diante do genocídio que vitimou centenas de milhares de vítimas na ciranda dos ganhos financeiros produzidos na pandemia;

 

QUARTO. As presidências das casas do congressistas foram “escolhidas” para apoiar e dar sustentação político-criminal em favor da pessoa que ocupa a presidência, eis que financiadas pela estrutura burguesa do capitalismo predatório que faz (ultra)passar pela ignorância da sociedade – sem debate algum - leis que subtraem conquistas sociais de extrema relevância, como perdas de direitos previdenciários, trabalhistas e educacionais, tudo sob as recompensas estratosféricas de um binômio obscuro e delituoso conhecido por “centrão - orçamento secreto”;

 

QUINTO. Os milicos adestrados e apijamados que cercam a pessoa que ocupa a presidência insistem em se fazerem passar por “forças armadas” no sentido de um tal “poder moderador”, em vetusta e velhaca afronta a Constituição Federal naquilo que ela exige das legítimas forças armadas, e ainda crescem tais verdugos nas sombras tormentosas de facínoras não punidos pelas barbaridades e torturas do golpe de 64; 

 

SEXTO. Juristas terrivelmente evangélicos plantados dentro da Suprema Corte aterrorizam terrivelmente a Constituição e a religião, ao mesmo tempo que impõem o juris-horror em atuações de baixa advocacia administrativa aos favores da pessoa que ocupa a presidência, sem vergonha (!) alguma de medidas que façam atender aos interesses escusos de tal pessoa, e sem rubor algum de usar dos favorecimentos de particulares ou grupos financeiros privados; 

 

SÉTIMO. Os responsáveis diretos pelo maior delito judiciário da história da humanidade, um ex-juiz e um ex-procurador federais, continuam impunes e sem a devida responsabilização criminal e civil minimamente aptas a consignar-lhes o estigma de traidores da pátria e do povo brasileiro;

 

OITAVO. O ex-senador e hoje deputado federal responsável pelo chilique pós-derrota nas urnas, eivado de dezenas de apurações inacabadas e arquivadas envolvendo mortes de testemunhas e contas secretas no estrangeiro igualmente continua impune, e juntamente com o “vice” traidor – o vampiro do oportunismo – ainda desfilam jocosos a debochar em flertes de rufião com injúrias, difamações e calúnias contra a legítima vitoriosa no pleito de 2014;

 

NONO. Sem rechaçar devidamente as ilicitudes da pessoa que ocupa a presidência, a grande mídia se converteu em um grande balcão de espetáculos e vendas de notícias, feito cortesãs da volúpia financeira, no sentido mesmo de se pagar para o gozo com qualquer propagação - verdadeira ou não - desde que a penetração atinja os objetivos mais sórdidos na ignorância popular;

 

DÉCIMO. Boa parte do eleitorado é igual a leões dotados de extrema valentia quando das questões moralistas e sexistas, mas também são como cordeiros tomados de uma histórica covardia política nos momentos da necessária reação diante dos abusos do “colarinho branco”.

 

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