‘Vou continuar o mesmo’, diz Cleitinho ao confirmar pré-candidatura ao Senado

Em entrevista exclusiva ao Agora, deputado explica por que tentará vaga em Brasília; disputa do cargo foi assegurada pelo PSC

 

Bruno Bueno

Não é novidade que Cleitinho Azevedo (PSC) é um dos políticos mais influentes de Minas Gerais. O deputado estadual mais votado da história de Divinópolis está na política há cinco anos e, desde então, atrai os holofotes pelos vídeos, cobranças e recursos trazidos para o Centro-Oeste e outras regiões do estado.

Nas eleições deste ano, Cleitinho tenta alcançar um voo ainda mais alto. O deputado confirmou na semana passada em primeira mão ao Agora sua pré-candidatura ao Senado Federal. Ontem, não foi diferente. Deu sua primeira entrevista como pré-candidato na disputa da vaga em Brasília. Ele explicou os motivos pelos quais pretende concorrer ao cargo e garantiu que, se eleito, continuará o mesmo.

 

Escolha

Cleitinho anunciou no mês passado sua saída do Cidadania, partido ao qual era filiado desde 2016. A justificativa apresentada pelo deputado foi a vontade de ser pré-candidato ao Senado, o que não seria possível no CDN. A partir daí, diversos partidos teriam o  procurado para apresentar propostas. Após muita negociação, o PSC foi o escolhido. Ele explicou os motivos.

— A minha preocupação era de ir para um partido e eles não me fornecerem a oportunidade de ser pré-candidato ao Senado. Conversei com alguns e estava entre o Patriota, Republicanos e PSC. Conversamos com o presidente nacional que me  garantiu a oportunidade de ser pré-candidato. Também queria um número fácil para fazer campanha. Além disso, meus irmãos já estão no partido — afirmou.

Cleitinho não esconde sua preocupação em sofrer boicote na sua candidatura. No entanto, segundo o político, representantes do PSC asseguraram que ele será o escolhido na convenção.

— Se não fizerem isso eles são mau-caráter. Não vão ter palavra de homem. Há dois meses que converso com a presidência estadual e nacional. Se eles, na época de convenção, não me derem essa oportunidade será mau-caratismo — disse.

 

Senado

Questionado, o ex-vereador também explicou os motivos que despertaram sua intenção em disputar uma vaga no Senado Federal. O principal deles é a possibilidade de implementar uma reforma política no setor.

— Com toda humildade, hoje eu sou uma pessoa reconhecida no Brasil inteiro. Uma das pautas que eu mais levanto, além de infraestrutura, saneamento básico e trazer dignidade para a população, é a reforma política. Eu sou adepto a essa causa. Tantas reformas já passaram, mas essa ainda não. Quero levar isso para o Congresso e Senado — pontuou.

Além disso, Cleitinho relata que sua demanda cresceu consideravelmente e, por isso, não consegue atender todas as regiões em seu atual cargo de deputado estadual. A possível eleição ao Senado mudaria isso.

— Qualquer lugar de Minas Gerais tem alguém me chamando para ajudar, principalmente em relação a recursos. Como deputado estadual eu não consigo ajudar todos os municípios. Meu mandato cresceu, minha demanda triplicou, só que minha estrutura continua a mesma — enfatizou.

 

Outras regiões

Prosseguindo seu raciocínio, Cleitinho relata que, se eleito, pretende ajudar outras regiões do estado.

— A minha intenção é ajudar não só Divinópolis e a região Centro-Oeste, mas também todas as outras do estado. Se tiver alguém no Norte de Minas precisando de recurso, eu como pré-candidato ao Senado consigo essa articulação dentro do Governo Federal e dos ministérios — esclareceu.

Apesar disso, o deputado não esconde sua vontade de retornar o protagonismo para Divinópolis e outras cidades da região Centro-Oeste.

— Está nas mãos da população entender e valorizar essa pré-candidatura. A minha intenção é trazer Divinópolis para esse centro. Nunca a região Centro-Oeste teve  um possível senador. É hora de colocar o município como protagonista novamente — falou.

 

Personalidade

Cleitinho é conhecido por sua personalidade forte. Seus vídeos fiscalizando irregularidades dividem opiniões. Perguntado se mudaria seu jeito de ser eleito, o político negou.

— Eu escutei que meu jeito iria me atrapalhar quando fui pré-candidato a vereador e deputado. Entra na Assembleia e conversa com meus colegas. Todos me respeitam. Alguns já me falaram que, no momento que entrei, tinham uma resistência comigo, mas isso mudou. Eu só cobro o que é justo. Não faço nada de errado, pelo contrário, só busco o que é certo. Eu não vou mudar meu jeito de ser — concluiu.

Por fim, o ex-vereador relatou que está confiante. Porém, a possibilidade de boicote não é descartada pelo político, que atribui ao futuro seus próximos passos.

— Todo lugar que eu vou tem um cara, seja líder político ou candidato, que me fala sobre as pessoas que querem me derrubar e boicotar. O futuro vai dizer se isso vai acontecer ou não. Eu estou confiando no partido e nas palavras dos líderes do PSC — relatou.

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