‘Estamos tranquilos’ disse a Prefeitura em relação à CPI da Educação

Câmara já definiu os membros da Comissão

Ariane Stéfanie

Após as acusações do vereador Ademir Silva (MDB), sobre possíveis irregularidades nos gastos destinados à educação em Divinópolis, resultarem na instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para analisar o caso, a Prefeitura se manifestou, ressaltando que não está preocupada quanto a fiscalização e está pronta para esclarecer o necessário durante a CPI.

— Não temos que opinar se os vereadores estão certos ou errados, fiscalizar é parte do trabalho deles. Ainda mais quando estamos tranquilos em relação a condução do processo de compra que é alvo da CPI. Pois foi um ato legítimo e estamos tranquilos a esse respeito — disse em resposta ao Agora.

O prefeito Gleidson Azevedo (PSC), informou, ainda, que toda a documentação remetida à CPI da Câmara será conduzida também para o Ministério Público.

— Aguardamos, de maneira tranquila, a condução da CPI — finalizou.

 

Relembre o caso

No início do ano o vereador usou seu espaço na Tribuna Livre para questionar a Prefeitura, alegando que, não foram gastos os 25% da verba obrigatória para a Educação em 2021.

A vice-prefeita Janete Aparecida (PSC) desmentiu o caso e mostrou que os dados de Ademir analisaram somente os meses entre janeiro e outubro, e ao verificar novembro e dezembro, os gastos obrigatórios foram feitos.

O vereador assumiu o erro, porém questionou que os maiores valores ocorreram somente em dezembro, acusando a Prefeitura de superfaturamento na compra de materiais para as escolas do município e para a sede da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Assim, no mês passado, a Câmara de Divinópolis protocolou a instauração da CPI e foram nomeados para conduzi-la: Ademir Silva (MDB), autor das denúncias, Edsom Sousa (CDN), Hilton Aguiar (MDB) e Josafá Anderson (CDN).

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