'Difícil de entender', diz Print sobre compras investigadas pela CPI da Educação

Vereador denunciou possíveis gastos superfaturados

Bruno Bueno

O Agora trouxe com exclusividade em sua edição de hoje os valores pagos pela Prefeitura de Divinópolis na compra de um brinquedo para as escolas municipais da cidade. 129 unidades foram adquiridas, cada um com o valor de R$ 9.990. Os registros são alvos da CPI da Educação, que busca investigar possíveis irregularidades na compra de materiais no fim do ano passado.

Na manhã desta terça-feira, 3, o presidente da Câmara, Eduardo Print Júnior (PSDB) apresentou em uma live esta e outras notas de outros materiais, também adquiridos pelo Município, com preços até dobro do valor, conforme pesquisas feitas em Divinópolis. Os documentos, segundo o presidente, comprovam a compra de diversos produtos por preços muito acima dos praticados no mercado.

Na reunião da Câmara, realizada na tarde de hoje, o vereador definiu a situação como "difícil de entender."

Brinquedo

Print questionou a necessidade de comprar um brinquedo que, na sua opinião, é muito caro.

— Comprar um brinquedo que se chama Playball por nove mil reais, um único brinquedo. São 129 brinquedos para 54 escolas municipais. Nada contra, mas tem que trazer uma justificativa. Por que não pegar um mais barato? (...) — questionou. 

O vereador se dirigiu aos membros da CPI para cobrar transparência no relato dos fatos.

— É uma tarde histórica e desafiadora para os membros que vão assumir esse papel agora de trazer a transparência e a verdade sobre os fatos que foram elucidados pelos vereadores — afirmou.

Gleidson, Janete e Andreia

Gleidson Azevedo (PSC), prefeito; Janete Aparecida (PSC), vice-prefeita e Andreia Ferreira, secretária de Educação, são os principais investigados. Print se dirigiu a eles.

— Quero me dirigir a pessoas que acabam ficando com o emocional abalado com essa situação: prefeito Gleidson, secretária Andreia e vice-prefeita Janete. (...) É um clima de desconfiança. (...) Uma coisa eu garanto: até agora, eu coloco minhas mãos no fogo acreditando que o prefeito Gleidson não fez furto de nenhum centavo desse contrato, até pela falta de conhecimento — disse.

O presidente da Câmara prosseguiu defendendo o chefe do Executivo Municipal.

— Isso é prejudicial a ele. Não tem conhecimento sobre essas coisas. Colocou a secretária de Educação que tem responsabilidade disso. Ela pode ter sido ludibriada a comprar dessa forma. (....) Não acredito que eles sejam bandidos ou corruptos — pontuou.

'Difícil de entender'

Mesmo defendendo o prefeito, Print finalizou seu discurso cobrando transparência, justiça e união.

— 150%, 300%, 500% fica uma forma exorbitante e dificil de entender. Entrego essa documentação e espero que vocês façam o melhor para trazer transparência. A Câmara espera justiça e união — elencou

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