"De coração"

MAIS QUE PALAVRAS



ISRAEL LEOCÁDIO

“DE CORAÇÃO”

 

Olá! Como vai? Você se considera um bom observador? E quanto a observar pessoas, comportamentos? Considero-me um bom observador! Vezes me pego olhando pela janela observando o que se passa na rua, buscando os detalhes da vida. Quando faço isso, tenho a impressão que as pessoas vivem como que programadas (como robôs). É como se todos fizessem as coisas automaticamente. Vivem para cumprir um compromisso. Não entendem o porquê da existência.

Percebo também carros que vão e vêm, de um lado para outro. Assim como as pessoas andam em direções opostas. Em momentos assim faço perguntas, como: “Por que andam para todos os lados?”  “Por que correm?” A pergunta que mais me faço é: “Todos são iguais?”  Na maioria das perguntas que faço não encontro resposta. Entretanto, a última pergunta (citada acima), é sempre respondida, dessa forma: ‘alguns fazem parte da multidão, outros apenas estão nela. Alguns passam pela vida, enquanto outros marcam a vida’.

Aqueles que fazem parte da multidão estão programados para viver numa sociedade capitalista. Passarão pela vida, e nada mais. Os que estão no meio da multidão, mas não se misturam a ela, não são contaminados pelos valores dela, possuem em si mesmos o antídoto contra o comportamento social. Esses não passam pela vida sem marcar a sociedade e deixar um legado. São diferentes, porque permitem ouvir o coração nos momentos desafiadores da vida. Enquanto aqueles fecharam seus corações e abriram suas mentes. Outros estão no meio da multidão, mas se destacam na individualidade. Têm a vocação de não ser esquecidos, porque não fazem da oportunidade da vida algo sem valor. São capazes de dar valor certo para cada momento. São capazes de discernir o que é urgente e o que é prioridade. Amam as pessoas e usam as coisas, não o contrário. Os que fecham o coração são antagonistas da história. Mas, os que ouvem a voz do amor e misericórdia, são protagonistas dela. Dificilmente nos lembraremos dos antagonistas, quando esses cruzarem nossas vidas. Porque ‘são como fontes rotas, árvores sem fruto, nuvens sem chuva’. Porém o mesmo não ocorre com os protagonistas. Esses, quando passam por nossas vidas deixam suas marcas. Deixam sementes para serem plantadas. Seus frutos não são desprezados. Não passam despercebidos. Ainda que em meio à multidão, são identificados. 

Há pessoas que nos fazem concluir (quando partem), que não serão ignorados por Deus, e sua partida é promoção para um lugar melhor. Pessoas assim deixam saudade. Pessoas assim merecem não ser esquecidas. Se você conhece alguém que se pareça com o que descrevi, então, você é uma pessoa de sorte. Você é uma pessoa que recebeu um legado. Se você conheceu algum protagonista, não permita que o seu legado se apague com o tempo. Antes, propague seus valores.

Existem pessoas que estão em meio à multidão mas não se comportam do mesmo modo que a multidão. Elas influenciam os necessitados, amigos e desconhecidos, porque não fazem para autopromoção. E fazem o bem  apenas porque suas almas permanecem puras independentemente de seu ofício. São pessoas especiais que nunca nos esqueceremos.

 

Em homenagem ao Coronel Pedro Magalhães de Faria

 

Israel Leocádio é pastor 

 

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