Vinculados a cargos comissionados na Prefeitura, os edis teriam isenção para julgar o prefeito?

Foi nomeada a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para  analisar o conteúdo dos áudios vazados,  envolvendo o prefeito Galileu Machado (MDB), Marcelo Marreco (autor das gravações) e o editor do Divinews, Geraldo Passos.  A pergunta que se ouve nos corredores da Câmara é: “Vereadores que indicaram amigos  a cargos comissionados na Prefeitura, em troca de apoio ao governo Galileu, têm independência para esse mister?”. Acho que não!

Vice-prefeito garante que hospital público se sustenta e dará lucro – I 

Sempre que defendo o hospital público, em construção na nossa cidade, algumas pessoas discordam, alegando que o custo da sua manutenção diária o inviabilizaria. Rinaldo Valério, vice-prefeito e médico, não só diverge disso como afirma que a manutenção é possível e até gerará lucros. Diante dessa afirmação, de novo lhe perguntei: “você, como médico, está dizendo, diferentemente das demais pessoas, que o hospital público pode dar certo e ser até lucrativo?”. Ele respondeu: “Sim! Há organizações sociais que querem assumir o hospital e não só terminá-lo, como colocá-lo para funcionar sem custo para a Prefeitura e o Estado”. E acrescentou: “Já sabemos, pela experiência do Hospital São João de Deus, que um hospital administrado por organização social, em que 60% das despesas são bancadas pelo SUS e 40% pelos convênios médicos, dá lucro. O segredo do sucesso está na gestão competente, porque a saúde de convênios é lucrativa para a empresa e para o hospital”, explicou Rinaldo Valério. 

Vice-prefeito garante que hospital público se sustenta e dará lucro – II 

Com relação ao hospital público, Rinaldo Valério garante que ele se viabilizaria com 200 leitos, para isso bastaria ter 60% pagos pelo SUS, ou seja, 120 leitos, e 80 leitos pagos pelos convênios com planos de saúde. Com essa cobertura de 120 leitos do SUS, o hospital público resolveria também a superlotação da UPA Padre Roberto, cuja capacidade se esgota quando a unidade atinge a ocupação de 50 leitos. Rinaldo detalha: “Com o hospital público funcionando, nós vamos ter 120 leitos/SUS disponíveis no hospital público e aí mais que dobraremos a necessidade da UPA ‘Padre Roberto’, para tirar pacientes que se acumulam nos corredores, por não conseguir o Estado viabilizar leitos aos pacientes da unidade de pronto atendimento”. 

Vice-prefeito garante que hospital público se sustenta e dará lucro – III 

Estudos demonstram que, para manter um hospital do tamanho do hospital público de Divinópolis funcionando, seria necessário algo em torno de R$ 8 milhões mensais. De acordo com o vice-prefeito, R$ 4 milhões viriam do SUS e os R$ 4 milhões restantes adviriam de paciente particular e dos planos de saúde. Além dessas fontes de receitas financeiras, há as parcerias com Governo Estadual, que tem o Pro-Hosp — uma verba a que o São João de Deus tem direito e que Divinópolis também deve ir atrás dela. “Por isso, reafirmo: é possível terminar a construção do hospital público, colocá-lo em funcionamento e , com uma gestão competente, ele dará até lucro, que será revertido para melhorar sua infraestrutura”, finaliza Rinaldo Valério. 

Governo Galileu e Funorte trazem Faculdade de Odontologia 

O governo Galileu Machado, em parceria com as Faculdades Unidas do Norte de Minas (Funorte), traz para Divinópolis a Faculdade de Odontologia. Essa parceria consiste em doação de terreno pela Prefeitura e a faculdade será construída no bairro Antares. A doação do terreno já foi consumada pela Prefeitura e, segundo a direção da Funorte, há a perspectiva de que no futuro ela traga também para Divinópolis os cursos de medicina e medicina veterinária.

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