Vem aí um Brasileirão ‘diferente’

Batendo Bola

José Carlos de Oliveira

 jcqueroviver@hotmail.com.br

 

Não restam dúvidas de que o Campeonato Brasileiro é o mais disputado do planeta bola, o mais concorrido entre todos os torneios de futebol do mundo. São, no mínimo, umas 12 equipes que entram na disputa em condições reais de chegar ao título. Isto, pelo menos, até que a bola comece a rolar e cada um mostre suas reais possibilidades.

Em sã consciência — a não ser que o cara seja um torcedor fanático de algum clube — não dá para ninguém cravar favoritos ao título e muitos menos ao descenso.

O que se pode fazer, no máximo, é diminuir a lista para cinco, seis times, que possam brigar na ponta de cima da tabela até a rodada final.

Quem aposta em algo diferente disto dá uma é de Mãe Dinah, de profeta do acontecido, e bem que poderia fazer era uma “fezinha” na Mega-Sena, quem sabe esta não é a sua chance de ficar milionário?

Brincadeiras à parte, a realidade do Campeonato Brasileiro para 2018 nos mostra uma verdade ainda mais dura, e muitas torcidas, até que se realizem as primeiras rodadas, podem, sim, sonhar mais alto, e outras tantas devem mesmo é colocar as barbas de molho.

 Ano diferente 

E para esta temporada o Brasileirão terá um ingrediente a mais a colocar dúvidas nos apostadores de plantão. Se apontar favoritos já era difícil, neste ano mais ainda. O torneio começa com 12 rodadas seguidas e depois dá uma parada de mais de um mês para a disputa da Copa do Mundo da Rússia. A partir de julho, começa um novo campeonato e o que era bom antes pode não ser mais.

Com certeza, muitos times irão se reforçar, outros tantos perderão força e embalo, e novas apostas deverão ser feitas.

É, com toda uma gana de possibilidades, indicar favoritos para o Brasileirão 2018 ficou ainda mais difícil. Muita água passará por debaixo da ponte e é bom esperar antes de falar alguma coisa, para não morrer engasgado pelas próprias palavras.

MANGUEIRAS BRASIL 

Evitar o efeito ioiô 

Na parte que mais interessa a nós mineiros, neste ano teremos três times disputando a Série A. Cruzeiro e Atlético têm força e devem figurar entre os dez, 12 da parte de cima da tabela, pelo menos até que mostrem suas reais condições, nas primeiras rodadas. Depois, serão outros quinhentos.

Mas o terceiro, o América, este merece um capítulo à parte nesta história. Sonhar, sua torcida até pode, mas a realidade do Coelho mostra que o time deverá se preocupar mais é em não voltar para a Série B, do que em brigar pelas primeiras posições. E é o futebol apresentado até aqui pelo time que leva a esta conclusão.

O técnico Enderson Moreira pode até conseguir montar um bom time, mas ele não tem no CT Lanna Drumond um grupo à altura de uma Série A. E repetir milagres como o do ano passado, quando jogou por uma bola e se deu bem, é algo impensável na elite. Série B é Série B e Série A é Série A, esta é a verdade. Não há como comparar as duas disputas. As necessidades de uma são infinitamente superiores às da outra.

E que ninguém se engane quanto a isto. Os americanos podem e devem sonhar em chegar lá em cima, mas primeiro terão de se preocupar é em evitar a parte de baixo da tabela, para que o efeito ioiô não se abata novamente sobre o clube.

Esta é a única e grande verdade de hoje.

 

 Bom nome 

E a diretoria americana é a primeira a entender esta verdade, e os nomes recentemente anunciados como reforço do Coelho dão uma demonstração clara desta verdade. Os dirigentes param de fazer apostas e agora buscam jogadores que possam realmente somar.

O último deles, o volante Leandro Donizete – o “General” que fez sucesso com a camisa do Atlético –, tem tudo para elevar o status de competitividade do time, e dar uma nova cara ao grupo. Se jogar pelo menos 80% do que mostrou com a camisa do Galo, ele será, sim, um baita de um reforço e pode fazer a diferença.

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