Tinha que ser

Preto no Branco

Divinópolis voltou a ser o foco na imprensa do estado e do país, infelizmente não da forma que a população da ‘Cidade do Divino’ esperava. É o primeiro município de Minas Gerais a ter um caso de coronavírus confirmado. De domingo no início da noite para cá, não se fala em outra coisa. Uma coisa é ter a confirmação, a outra é a população acreditar em tudo que se ouve e se lê. A verdade é que se tem mesmo e as suspeitas aumentaram, não significa que todo mundo está correndo risco e será infectado. Muita calma nessa hora.

Pediram para sair

Apesar de Minas Gerais ter o maior número de casos suspeitos no Brasil, não havia nenhuma confirmação da doença. Isso tranquilizava em partes o Governo do Estado. Mas, o que ele não esperava é que isso ocorreria poucos dias depois da debandada de parte de trabalhadores de escalão importante da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Insatisfeitos com a gestão da pasta e com medidas impostas, pelos menos 11 funcionários com cargos de confiança da Subsecretaria de Inovação e Logística da Saúde, incluindo o subsecretário, Bruno Carlos da Silva Porto, pediram exoneração na semana passada. O lamentável é a saída coletiva ocorreu por pedidos simples, mas importantíssimos para a população, especialmente neste momento de propagação do coronavírus. E agora?

Pelo trivial

A reclamação do grupo que deixou a subsecretaria são assuntos específicos, como a gestão da compra de medicamentos e a falta de medidas adequadas para conter um possível surto de coronavírus. Para se ter uma ideia, em reunião para apontar os materiais que deveriam ser comprados, como medicamentos e máscaras, a gestão teria dito que era para aguardar. Insatisfeitos com o posicionamento, a equipe pediu primeiro férias-prêmio, mas foram negadas, assim, pediram exoneração. Realmente, não dá para acreditar! Itens banais em relação à gravidade da expansão do vírus Minas Gerais afora.

Sempre elas

As tais das fake news não param. Aliás, os sem ter o que fazer que as criam sem qualquer responsabilidade ou mínimo de amor ao próximo. Por algumas horas, o tema política foi deixado de lado, e o coronavírus é a bola da vez. Bastou a confirmação de um caso na cidade e surgirem mais suspeitas que já apareceram os desocupados para  distribuir notícias falsas, como a de que um dos pacientes estaria internado em um dos hospitais da cidade, que surgiu outra suspeita no bairro São Judas, e até de que um rapaz que também estava na Itália e chegou a Divinópolis semana passada também estaria entre as vítimas. É muita maldade, em um momento de extrema preocupação dos moradores da cidade, de covardes que se escondem atrás de uma tela.

Saldo zero

É para comemorar! E mais: parabenizar o trabalho da Polícia Civil (PC) por meio da titular da Delegacia Especializada de Orientação e Proteção à Família, Maria Gorete Rios,  e o delegado regional, Leonardo Pio, nas ações de combate à violência contra a mulher. Um exemplo dos resultados positivos é que na última sexta-feira, 6, a PC prendeu em operação mais de 50 homens acusados de cometer algum tipo desta violência. Foram cumpridos ainda 32 mandados de busca e apreensão nesta segunda etapa da operação. Somente em Belo Horizonte foram 13 prisões. Já em Divinópolis e região, o saldo foi zero. Nem entrou na estatística. Resultado do critério de cumprimento imediato das cautelares, considerando urgência, segundo a regional.  Que continue assim. Afinal, precisamos servir de exemplo em alguma coisa, não é possível!

Favorece ao crime

Quando se tem notícias de celulares, drogas e outros itens que entram na prisão, logo se vem o questionamento: de quem é culpa? Do Estado, do preso que se nega a regenerar com este atual sistema, do vigilante ou outro funcionário que se deixar corromper? Na verdade, isso nem deveria vir ao caso. Porque está tudo junto e misturado, tudo frágil e, principalmente, errado.  Vale lembrar que as fugas frequentes expõem a fragilidade do sistema com unidades superlotadas que, em vez de corrigir, favorecem ao crime.  Adianta ter penas monstruosas para crimes graves, aumentar para aqueles que fogem, por exemplo? Onde vai colocar esse povo que tem tanta certeza da impunidade, que pisa o pé fora do presídio e já comete outro crime? Como resolver? Mudanças drásticas a começar pelo topo do sistema, combatendo a corrupção! Antes que alguém diga: “sonha, Marcelina”, respondo: pelo menos é uma sugestão. Já que tem gente que só sabe criticar.

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